Marcos Rogério fala sobre candidatura ao senado, relembra processo contra Eduardo Cunha e esclarece caso do avião

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Na manhã deste sábado, 15, visitou a redação do Extra de Rondônia o candidato ao senado, Marcos Rogério (DEM), para falar sobre sua atuação enquanto deputado federal e seus projetos caso seja eleito ao cargo.

Rogério, que é deputado federal, narra que está realizando visitas em vários municípios para conhecer ainda mais os problemas enfrentados pela população.

De acordo com ele, a campanha deste ano é “pé no chão”, com caminhadas, visitas e reuniões para que possa representar o Estado e investir em áreas de maior carência.

Ele explica que, o que motivou sua candidatura ao senado, é o atual cenário politico que, a seu ver, precisa ser renovado. “É necessário implantar uma nova política, alinhada com o momento do Brasil, em especial que tenha coragem de enfrentar a corrupção”, analisou.

Marcos Rogério garante que, durante seu mandado como deputado federal, foi atuante, além de ter sido reconhecido nacionalmente por sua atuação como relator do processo de Eduardo Cunha. “Gosto de lembrar que foi um deputado de Rondônia que enfrentou as figuras mais poderosas do Brasil. Meu destaque nacional foi para exaltar o Estado e nunca para envergonhá-lo”, observa.

PROJETOS

Marcos Rogério pontua que pretende propor uma rediscussão do pacto federal, com intuito de descentralizar os recursos públicos do governo federal.

“Para mim, o dinheiro deve ser investido em cada município. E as distribuições atuais não tem atendido as demandas da população. O recurso deve estar junto ao povo. Precisamos rever o pacto”, pontuou.

O candidato detalha que uma de suas bandeiras é o fortalecimento da educação, em especial em defesa a primeira infância, pois a seu ver esta fase representa uma “janela de oportunidade”. “É neste período que conseguimos superar traumas, temos mais resiliência, além de estarmos em pleno desenvolvimento cognitivo. Vejo que o Brasil tem descuidado muito disso”, analisa.

Outro ponto é o fortalecimento do Estado no setor produtivo. “Não podemos permitir que o produtor seja tratado como criminoso, pois a legislação florestal e ambiental não respeita o homem do campo e impede seu desenvolvimento”, frisou.

 RELATORIA DE EDUARDO CUNHA

 Marcos Rogério conta que quando recebeu a notícia de que investigaria Eduardo Cunha, sentiu um “frio na barriga”, pois Cunha era o cara mais poderoso da época. “Lembro-me também que no período, a mídia nacional teceu muitos elogios ao meu relatório. Falavam que foi o documento mais técnico e bem elaborado até o momento”, expressou.

 O candidato também conta que sofreu ameaças de todos os lados, mas manteve sua posição e contribui com a condenação de Eduardo Cunha. “Hoje onde eu chego sou reconhecido pela relatoria do Cunha. E me orgulho muito disso, sou um rondoniense que fez a diferença”, disse.

Além de Cunha, Marcos Rogério também participou da comissão investigativa contra o deputado Luiz Argôlo, da Bahia, que também foi condenado e cassado por envolvimento na “Lava Jato”.

CASO DO AVIÃO

“Os opositores não têm o que falar do meu trabalho, daí inventam histórias. O avião nada mais é do que uma distorção dos fatos. Inclusive, surgiu no período em que eu era relator no caso do Cunha”, afirmou.

Segundo o candidato, fizeram a manchete para tirá-lo do caso, pois se negou a ceder às chantagens de ambos os lados. “Inclusive hoje está sendo muito usado, para sujar minha campanha. Para se ter uma ideia, este avião foi comprado em 2015, junto com outros sócios. A minha parte no investimento teve o custo de uma SW4 e, ainda, foi parcelado, lembrando que é um bem declarado no meu imposto de renda”, explica.

Entretanto, admitiu que o abastecimento do é feito com verbas de seu gabinete, o que, segundo ele, é garantido por lei. “Não há nenhuma irregularidade”, garante.

Marcos Rogério finaliza destacando que, caso ganhe a eleição, a população pode esperar muito trabalho, dedicação e respeito.

 

Texto: Extra de Rondônia

Fotos: Extra de Rondônia

 

COMUNICADO:

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