Em uma coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira, 11, os capitães Diego Batista Carvalho, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar e Aldimas Ferreira, agora à frente do Presídio de Segurança Máxima Cone Sul, explicaram as ações de segurança que vêm sendo adotadas na unidade e como estão sendo realizados os trabalhos em conjunto com os agentes penitenciários após a intervenção militar.

De acordo com Aldimas, assim que assumiu o comando da unidade, no dia 07 do mês corrente, sua primeira ação foi realizar uma análise das celas e realizar uma “limpeza” através de uma revista minuciosa, retirando tudo que não fosse permitido estar no local, a fim de garantir a segurança, tanto dos servidores, como dos próprios detentos.

Como já foi divulgado pelo Extra de Rondônia, nesta referida “limpeza”, que ocorreu durante o decorrer do último sábado, 09, foi retirado da unidade um caminhão caçamba carregado de objetos, que segundo o capitão, estavam em excesso nas celas.

Além de televisores, rádios, peças de roupas, ventiladores e diversos outros pertences dos presos, também foram apreendidos celulares, armas artesanais (chuchos), martelo e outros utensílios ilícitos, que poderiam ser usados contra os guardas. Por fim, também, foi cortada por tempo indeterminado, a energia elétrica de todas as celas.

Quando questionado sobre o destino dos pertences retirados dos presos, Aldimas relatou que todos os que possuem valor financeiro estão sendo catalogados e serão devolvidos gradativamente para os familiares dos respectivos donos.

Aldimas enfatizou também, que nada que seja de necessidade básica dos detentos foi removido, como produtos de limpeza, higiene, medicamentos e principalmente colchões, sendo repostos até os que os próprios presos queimaram no último motim realizado antes da revista.

Quando questionado sobre o porquê da “limpeza” nunca ter sido realizada pelos diretores que passaram pela unidade, já que não é contra a lei, Aldimas disse que esse tipo de decisão é de autoridade do gestor, tendo esta, partido dele, a fim de garantir a segurança no local.

Com relação à divisão dos trabalhos dentro do presídio, uma vez que os agentes continuam tirando seus plantões normalmente dentro da operação padrão, os capitães relatam que nada mudou, pois o diretor permanece no cargo, assim como todos os servidores lotados no setor administrativo, porém, sob o comando do interventor, que é o responsável por todas as tomadas de decisões e com o apoio dos policiais, que complementam o plantão.

Já com relação à normalização dos horários de visitas, Aldimas relatou que acreditava que tudo pudesse voltar ao normal já esta semana, porém, um princípio de motim realizado pelos detentos do pavilhão B, na manhã de domingo, 10, mudou o rumo das coisas, pois enquanto acreditar que os ânimos dos mesmos não estejam calmos o suficiente para garantir a segurança dos familiares, as visitas não serão liberadas para o referido pavilhão.

Já o pavilhão A, como não apresentou nenhum tipo de problema após a revista, receberá visitas normalmente esta semana, no entanto, é necessário que os familiares se atentem para a nova lista de objetos e alimentos permitidos, pois esta foi refeita e se encontra a disposição na entrada do presídio.

Por fim, quando questionados sobre o valor exato do efetivo militar com o qual contará cada plantão, Aldimas e Carvalho afirmaram não poderem divulgar, mas que a quantia de servidores é o número necessário para manter a ordem e a segurança do presídio.

 

Texto e foto: Extra de Rondônia

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