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Eduardo Japonês e Maria José da Farmácia

Ao contrário do que o prefeito Eduardo Tsuru (PV) afirmou em entrevista ao Extra de Rondônia concedida no ano passado (leia AQUI), ocasião em que garantiu participação efetiva da vice-prefeita Maria José da Farmácia (PSDB) na gestão do Município, a realidade aponta que a função permanece desimportante na administração vilhenense.

Mantendo uma tradição – ou maldição – antiga na cidade, Maria José da Farmácia amarga a posição de elemento decorativo na prefeitura local, a exemplo do que aconteceu com outros que ocuparam o mesmo cargo.

O desprestígio da companheira de chapa do atual prefeito pode ser medido pelo fato de Maria José não ter tido até o momento nenhuma ação ou iniciativa de impacto ou repercussão na condução político-administrativa de Vilhena, e jamais assinou um documento sequer na condição de responsável pela gestão.

Quando viaja, o prefeito nunca delega poder a sua companheira de administração – e nem teria tal obrigação em virtude de não descumprir prazos legais de ausência justificada – mesmo que isso se mostrasse um gesto de valorizar aquela que esteve com ele na campanha eleitoral, avalizando com seu prestígio político e pessoal o projeto administrativo que venceu o pleito do ano passado.

Esta semana, Eduardo viajou a São Paulo (SP) e – segundo assessores mais próximos – ficará por lá uma semana. Contudo, Maria José perambula pelos corredores da prefeitura de Vilhena sem ter muito o quê fazer porque nada lhe foi delegado.

Trocando em miúdos, a impressão que fica é que Maria José da Farmácia era uma excelente alternativa para participar da refrega eleitoral, mas nem tanto como parceira para administrar a cidade. E o desconforto da vice-prefeita com a situação é evidente em seu semblante e humor.

Muitos consideram a situação injusta e descabida, posto que ela foi considerada uma das melhores vereadoras que já atuaram em Vilhena, dotada de recursos e potencial para acrescentar muito à gestão vilhenense.

A situação da atual vice é semelhante a de outros que já estiveram neste lugar. Quem acompanha a política local pode traçar um paralelo do cenário de hoje com as administrações de Lourivaldo Ruttmann, Ademar Suckel e Zé Rover, por exemplo, que deixaram seus vices-prefeitos (Ilário Bodanese, Roney Giordani e Jacier Dias, respectivamente), de escanteio assim que assumiram a prefeitura e jamais dividiram com eles a tarefa de comanda o Município como haviam prometido na campanha.

 

Texto: Extra de Rondônia

Foto: Divulgação

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