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Coluna escrita por Sérgio Pires/Foto: Reprodução

Notícias boas, outras nem tanto, quanto o assunto é a ponte sobre o rio Madeira, na ponta do Abunã, que vai nos ligar ao Acre por via rodoviária e ligar o Brasil ao Pacífico, via Peru, um sonho acalentado desde os anos 90, quando o então empresário e vice-governador Miguel de Souza (no governo de José Bianco), começou a lutar para que o devaneio se tornasse realidade.

Fazendo uma rápida retrospectiva, a ponte de mais de 1 quilômetro, foi projetada ignorando-se a época das cheias. Ou seja, do lado de cá do rio Madeira, ela ficaria inacessível, pela subida das águas, durante vários meses. Todo o projeto teve que ser refeito. Afora isso, além de se ter que construir um acesso que superasse as cheias, houve necessidade de se ampliar a ponte em mais 400 metros, do lado de cá, para que, aí sim, ela fosse viável e dê passagem ao transito o ano todo.

A boa notícia é sobre o acesso. A empresa Madecon, rondoniense da gema, que já fez obras como a conclusão dos viadutos e as pistas laterais da BR 364, via Dnit, é a responsável pelo acesso do lado de cá do Madeirão. O cronograma está sendo rigorosamente cumprido, com as obras andando praticamente 24 horas por dia. Para se ter ideia da grandeza do trabalho, estão sendo movimentados nada menos do que 350 mil metros cúbicos de terra. Está sendo construída uma super infraestrutura, para que não haja nenhum problema, mesmo em tempo de cheias, para a passagem pela ponte.

A notícia que não é tão boa (embora seja comum em obras públicas), é que dificilmente os novos 400 metros de extensão da ponte sejam concluídos até dezembro. No último mês do ano, o presidente Jair Bolsonaro já havia agendado sua vinda a Rondônia, exatamente para entregar a histórica obra, iniciada bem antes, mas concluída no seu governo, a um custo final que vai ultrapassar, fácil, os 200 milhões de reais.

Especialistas em obras complexas como essas, ouvidos por esse Blog, disseram que dificilmente tudo estará pronto antes de meados ou do final de fevereiro. Embora seja mais uma vez empurrada com a barriga, a gigantesca obra da ponte, que terá ares de internacional, pela ligação que propiciará com outros países, será sim entregue, embora só daqui a seis meses. Daqui a 12 dias, em 2 de outubro, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, um dos mais elogiados do atual governo, virá ao Estado.

Vem entregar oficialmente as obras das pistas laterais da BR e outras obras do Dnit na cidade e visitará as obras da ponte, em Abunã. Provavelmente lá vai anunciar os novos prazos para entrega definitiva da obra. Bolsonaro terá que mudar sua agenda sobre Rondônia. De dezembro para fevereiro do ano que vem.

RECORDE DE CANDIDATOS EM PORTO VELHO

Nunca, na história de Porto Velho, desde que começaram as eleições diretas para Prefeito, quando foi eleito Jerônimo Santana, houve tantos postulantes à cadeira de comandante do gabinete hoje instalado no prédio do Relógio. No total, 16 nomes foram escolhidos por múltiplos partidos, em busca da vitória. Dos 16, talvez meia dúzia tenha chances reais. No pacote de tantas candidaturas, muitas foram postas porque até a 25ª hora, o atual Prefeito Hildon Chaves anunciou que disputaria a reeleição.

Claro que a hipótese de que há candidaturas mais fortes, outras menos e outras sem chance alguma, se baseia na experiência política e de quem conhece a tendência do eleitorado. Mas é sempre bom lembrar que na última disputa, Hildon Chaves saiu da última colocação, nas primeiras pesquisas, para uma estrondosa vitória nas urnas. Mas se der a lógica, não há mais que meia dúzia de postulantes com alguma chance real.

VEJA QUEM SÃO OS 16 QUE DISPUTAM A PREFEITURA

Os 16 nomes que os puseram a disposição do eleitorado, são os seguintes: Breno Mendes (Avante), Cristiane Lopes (PP), Edvaldo Soares (PSC), Eyder Brasil (PSL), Geneci Gonçalves (PSTU), Hildon Chaves (PSDB),  Leonel Bertolin (PTB), Lindomar Garçon (Republicanos), Coronel Ronaldo (Solidariedade),  Pimenta de Rondônia (PSOL),  Ramon Cajuí (PT),  Ruy Parra Motta (PDT), Samuel Costa (PC do B),  Ted Wilson (PRTB) .  Vinicius Miguel (Cidadania), Williames Pimentel (MDB).

A maioria dos candidatos já tem seus vices. Dos nomes considerados com mais chances, ainda estão sem parceiros de chapa o prefeito Hildon Chaves, o professor Vinicius Miguel e a vereadora Cristiane Lopes. Lindomar Garçon e o Coronel Ronaldo já escolheram suas parcerias. A maioria dos 16 já está com a chapa completa. Todos os partidos podem lançar , cada um, até 32 candidatos à Câmara Municipal. Ou seja, no total, poderemos ter 512 porto velhenses disputando as 21 cadeiras da Câmara.

TRÊS COM MAIS CHANCES CONTINUAM SEM VICES

Eram quatro. Agora são três os nomes, entre os que teoricamente têm mais chance na disputa pela Prefeitura, que continuam sem confirmar seus vices. As atas de seus partidos, por isso, só serão encaminhadas à Justiça Eleitoral quando o assunto for definido. O último prazo é dia 26, o próximo sábado. O último do quarteto a confirmar o vice , foi o emedebista Williames Pimentel.

Ele optou pelo nome do juiz aposentado Marco Antônio Faria, que inclusive já foi chefe da Casa Civil no governo Confúcio Moura, entre outras múltiplas atividades públicas. Hildon Chaves continua tentando cooptar Maurício Carvalho para ser seu parceiro de chapa. Os dois já tiveram mais que uma conversa, mas até a noite deste sábado, o martelo não havia sido batido. Cristiane Lopes também está sem vice. Conversa com vários partidos, mas ouve-se nos bastidores que ela estaria esperando fechar um acordo com o Podemos, de Léo Moraes, partido que é a “noiva” da vez na política local, por causa da liderança de Léo.

Mas há quem diga que ele pode preferir um acordo com Eyder Brasil, do PSL. Até agora, nada acertado. O outro nome, até agora solitário, é o de Vinicius Miguel. Ele teve várias conversas, mas até agora não há martelo batido. A semana que começa é a última que o trio tem para definir suas respectivas chapas.

TIZIU, FOLLADOR E GILVAN: DISPUTA DURÍSSIMA EM ARIQUEMES

Ariquemes terá uma disputa quentíssima pela Prefeitura. Pelo menos três candidaturas muito fortes estão postas. Sem o prefeito Thiago Flores, que está fora da sucessão, a batalha será entre três grupos dos mais representativos. Um deles, com o empresário e ex deputado Tiziu Jidalias encabeçando a chapa e a presidente da Câmara de Vereadores, Carla Redano, como sua vice, vem com apoios importantes, inclusive de uma das grandes lideranças daquela região, o deputado Alex Redano, futuro presidente da Assembleia Legislativa.

O outro vem com um Frentão de partidos. Lucas Follador, o atual vice, concorre pelo DEM, com apoio de dez partidos: DEM, PSDB, PSD, PL, PTC, PROS, PMN, PSC, AVANTE E PODEMOS). A terceira coligação é liderada pelo MDB e vem com a dobradinha Gilvan Ramos (que foi secretário de Estado no governo dele) na cabeça de chapa e Fernando Vilas de vice. É uma chapa forte e com um cabo eleitoral de luxo: o ex governador de dois mandatos e hoje senador Confúcio Moura. Todos são muito fortes. Será uma disputa duríssima na Ariquemes de Thiago Flores.

PRODUTORES DENUNCIAM: FISCAIS USAM METRALHADORAS

Os protestos contra exageros na fiscalização em questões ambientais, contra produtores rurais no Estado, já haviam merecido pronunciamento do deputado Lebrão, nessa semana, pelas redes sociais. Agora, se somou a ele outra voz poderosa: a do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes. Ele se disse indignado com a Sedam, a secretaria que cuida do meio ambiente no Estado, “por estar perseguindo a multando o setor produtivo.

“É esse setor que está salvando o Brasil, mas os produtores reclamam, com razão, quando dizem que estão sendo tratados como bandidos. Eles pedem socorro”, prosseguiu o parlamentar. Laerte diz que as denúncias que recebeu são de que a Sedam e a Polícia Ambiental “estão agindo de forma covarde, notificando e já multando”.

Dessa forma, pressionam produtores rurais da BR-429 em São Francisco do Guaporé e Costa Marques, e ainda no distrito de São Domingos. Laerte diz que a Assembleia vai convocar o comandante do Batalhão Ambiental e o secretário da Sedam para dar explicações. “Somos um Estado produtivo, e essa produção está salvando Rondônia nesse grave momento que passamos com a Covid-19. Há denúncias de que os fiscais “chegam com metralhadoras em propriedades rurais, atemorizando, onde há crianças e pessoas trabalhando honestamente”. E concluiu. “isso é uma covardia!”

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL PRIVILEGIA OS MAIS RICOS

Aliás, sobre as questões ambientais, um especialista no assunto comentou ao Blog que há uma grande injustiça na atual legislação, contra pequenos e médios produtores. Ele usou um exemplo simples. Com a decisão de que só se pode derrubar 20 por cento da área, quem tem, por exemplo, 100 hectares, o que corresponde a 42 alqueires. Ao desmatar apenas 20 por cento da área, ou pouco mais de oito alqueires, resta uma área insuficiente para manter os agricultores   produzindo para sua manutenção e para sobreviver da sua produção. O benefício, portanto, é para os grandes proprietários, dentro desse raciocínio.

Quem tem uma área, por exemplo, de 10 mil hectares, ao desmatar 20 por cento dela (algo em torno de 800 alqueires), ainda lhe restam 8 mil hectares para a produção, o que já é uma área onde pode haver grande produção. Teoricamente, portanto, ao usar o mesmo percentual para todas as propriedades, a legislação privilegia quem já é privilegiado. E pune, mais uma vez, quem mais precisa de área para produzir e sobreviver. O raciocínio, pelo menos, é lógico!

LONGE DE NOS LIVRARMOS DA PRAGA: 51 MORTES NA SEMANA

Em sete dias, do último domingo, dia 13 até a noite do sábado, os números do coronavírus, embora tenham diminuído um pouco, ainda estão longe de nos deixar despreocupados. No domingo passado, por exemplo, o número de óbitos era de 1.246. Sete dias depois, saltou para 1.297. Ou seja, nesse curto período, tivemos 51 mortes, uma média superior a sete vidas perdidas a cada 24 horas. Este sábado foi exceção, com três mortes, nenhuma na Capital.

Eram 60.484 registros de pessoas contaminadas desde o primeiro caso e agora são, segundo o Boletim 185 da Secretaria de Saúde, nada menos do que 62.697, somando 2.213 novos registros, ou uma média superior a 316 casos por dia. Os números caíram bastante, mas ainda são assustadores.

Do total de mortos, até agora, 53 por cento, ou seja, 692 foram de vítimas de Porto Velho. Até agora temos 54.341 recuperados, representando quase 87 por cento do total. Somos ainda os líderes nacionais em testes realizados, proporcionalmente à população: mais de 191 mil. Ainda temos muito a sofrer, antes que nos livremos dessa praga.

PERGUNTINHA

Você já escolheu seu candidato à Prefeitura de Porto Velho, entre os 16 nomes lançados ou vai esperar o desenrolar da campanha para decidir?

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