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Abla e Fabiano viviam em união estável há aproximadamente nove meses antes do crime
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O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJ-RO) negou, no dia 13 de fevereiro passado, o pedido de “Recurso em Sentido Estrito”, proposto pelos advogados do caminhoneiro Fabiano Cesar Vergutz, marido da Designer, Abla Ghassan Rahhal da Cunha, morta no dia 27 de abril de 2013.

A justiça entendeu que há fortes indícios de que Fabiano tenha executado a esposa, e o pedido proposto pela defesa, segundo relatório do TJ, somente ressaltou o panorama já assentado para a decretação da prisão do acusado, mesmo ele garantindo não ter relação alguma com o caso. O acusado vai continuar preso em Vilhena.

Os defensores de Fabiano Vergutz alegaram, no pedido, que sua prisão é desnecessária, pois não há indícios comprobatórios de que ele seja o autor do crime. Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, no entanto, usaram vários laudos realizados durante as investigações para chegarem a decisão de manter o caminhoneiro preso, até seu julgamento em júri popular, ainda sem data marcada.

Em um dos laudos, a perícia aponta que os nós feitos na corda usada para enforcar Abla Ghassan Rahhal da Cunha foram feitos por quem tinha destreza em produzi-los. Os peritos responsáveis pelo caso afirmaram que “o suicida normalmente prepara o ato executando o nó corrediço, fora do pescoço… No caso em estudo o nó foi elaborado já no pescoço, pois mexas de cabelo encontravam-se entrelaçadas ao nó”, diz a perícia no laudo final sobre o caso.

Durante as preliminares, os Desembargadores do TJ ressaltaram que a prisão de Fabiano foi decretada para manter a ordem pública, em razão da gravidade do caso. Ele será julgado pelos crimes de tortura, estupro e homicídio da então esposa.

Relembre o caso

O corpo de Abla foi encontrada pela filha pendurado pelo pescoço, na edícula da casa onde moravam, no bairro Cohab, em Vilhena, no dia 27 de abril, logo pela manhã. Inicialmente o caso estava sendo considerado como suicídio, e a imprensa lançava a notícia dando conta de que a designer havia tirado a própria vida.

Entretanto, os laudos iniciais da perícia redirecionavam o caso, afirmando que Abla havia sido estrangulada até a morte. Os investigadores da Polícia Civil de Vilhena começaram a descartar as possibilidades e chegaram ao marido da vítima, Fabiano Vergutz. Em depoimento que mantém até hoje, ele disse que na noite anterior ao crime, houve uma briga entre o casal e ele decidiu dormir na cabine de seu caminhão, que estava estacionado em frente à casa.

Por volta das 21h00, ele disse que olhou por cima do muro da residência e viu que a esposa e sua filha estavam assistindo televisão. A última vez que Fabiano disse ter visto a mulher com vida foi por volta das 23 horas, quando ela o procurou no caminhão. Como o casal não se entendeu, segundo ele, Abla voltou pra casa.

No início da manhã, Fabiano contou que ligou o caminhão e foi para uma oficina da cidade, sem entrar na residência. Ele ficou sabendo que a esposa estava no hospital, e que quando chegou no local descobriu que ela estava morta. O pedido de prisão do acusado foi decretado no dia 3 de junho, e desde então ele permanece na cadeia pública de Vilhena como o único acusado do homicídio.

Em outros laudos feitos pela perícia foi constatado que Abla morreu por volta das 2h da manhã, sofrendo abuso sexual realizado com um objeto, que a denúncia feita pelo Ministério Público (MP) define como contundente, pois não foi apreendido nem identificado pelos peritos. A constatação da violência sexual, no entanto, foi por conta de sérios ferimentos na região perianal do cadáver.

Fabiano e Abla viviam em união estável há aproximadamente nove meses antes do crime. Em depoimento, o caminhoneiro disse que havia se mudado pra Vilhena com a família porque a esposa tinha problemas com traficantes na capital de Rondônia, Porto Velho, e que inclusive já tinha sido agredida por eles. Fabiano contou, inclusive, que era usuário de drogas, mas que havia parado meses antes do crime.

 

Fonte: Extra de Rondônia

Texto: Rômulo Azevedo

Foto: Arquivo E/R

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