madeira-capaCom o nível do Rio Madeira subindo diariamente, também aumenta a quantidade de áreas afetadas pela enchente, consequentemente, o número de famílias desalojadas e desabrigadas. Conforme o coordenador municipal da Defesa Civil, José Pimentel, a situação mais preocupante atualmente é no médio Madeira, entre as comunidades de Maravilha e Itacoã, de onde será necessário remover várias famílias. Pimentel explicou que no médio Madeira, pelo fato de ser uma região um pouco mais alta, há cerca de 200 famílias resistentes, que não aceitaram sair de suas casas, pois achavam que não seriam impactadas pela inundação. Outras que também se recusavam a sair, entre São Carlos e Calama, estão sendo abrigadas em barracas cedidas pela Defesa Civil Nacional, montadas no barranco, nas áreas mais altas. Ao todo, cerca de 120 barracas já foram distribuídas às populações ribeirinhas, cada uma com capacidade para dez pessoas.

Na quinta-feira (6), o nível do Rio Madeira chegou a 18,88 metros, e com isso também atingiu seriamente os moradores de Demarcação, no Rio Machado. As famílias daquela localidade, bem como os resistentes de Papagaio e Maicy estão sendo abrigadas em barracas da Defesa Civil Nacional instaladas nas regiões mais altas do distrito de Calama. Além de remover as famílias, a prefeitura atende com alimentos, água potável e outros itens necessários.

Jacy-Paraná

O distrito de Jacy-Paraná, distante 90 quilômetros da Capital Porto Velho, sentido Acre, também corre sério risco de ficar debaixo d’água, caso o Rio Madeira continue subindo nesse ritmo. Muitas casas e equipamentos públicos estão inundados e a lâmina d’água sobre a BR-364 chega a 60 centímetros de profundidade. “Se o rio ultrapassar os 19 metros teremos que remover muitas famílias de Jacy-Paraná. Elas serão abrigadas em barracas na área de uma fazenda nas proximidades”, afirma José Pimentel.

Em União Bandeirantes, que fica na região de Jacy-Paraná, a cheia boqueou a estrada e um desvio está sendo utilizado para chegar até o núcleo urbano da comunidade. A situação também é preocupante.

Ponta do Abunã

Na região da Ponta do Abunã, próximo da fronteira com o Acre, o maior problema é a estrada inundada. O distrito de Abunã, segundo a Defesa Civil, está isolado. O socorro só chega de barco ou de helicóptero. As famílias atingidas foram levadas para abrigos, mas são poucas.

Capital

O avanço do Rio Madeira já compromete a situação de muitos moradores dos bairros Areal e Mocambo, no centro da cidade. Ao todo, já são 25 pontos interditados pela Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Semtran), por causa das ruas inundadas. É o caso das Avenidas Tenreiro Aranha, Campos Sales, Rio de Janeiro, Alexandre Guimarães, Rogério Weber, João Alfredo e Euclides da Cunha, dentre outras. Comunidades como Belmont e Cujubim estão debaixo d’água. Os bairros Nacional, Balsa, Milagres, São Sebastião, Triângulo e Baixa da União são os mais afetados.

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Fonte: News Rondônia/Augusto José

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