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Caio ironiza dizendo que “a coisa por aqui está tão feia que temos que atender os pacientes no banco. É a única coisa que está funcionando”
Caio ironiza dizendo que “a coisa por aqui está tão feia que temos que atender os pacientes no banco. É a única coisa que está funcionando”

O enfermeiro Caio Mendes da Silva, representante do Sindsaúde (Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde de Rondônia) em Vilhena,  já se tornou conhecido no município por não ter medo de esconder o que pensa sobre o setor público do qual faz parte, bem como por duras críticas ao poder executivo, basicamente por conta de investimentos e ações que julga incoerentes e sem êxito.

Diante da enxurrada de críticas que a saúde pública municipal vem recebendo, o Extra de Rondônia quis saber a razão pela qual esse sistema é deficitário.

Ninguém melhor para responder essa pergunta do que quem faz parte do sistema. Em conversa com o site, o profissional da saúde foi enfático: “Todos os problemas relacionados à saúde em Vilhena vêm de duas fontes. A primeira delas é a politicagem; a segunda é a falta de gestão. 40% da calamidade e caos na saúde se resolveria com uma gestão de qualidade, de profissionalismo”, opina.

Caio usa como exemplo a situação precária que se encontra a policlínica João Luiz, localizada no centro da cidade. “Se o sistema público vai mal, é excelente para os gestores porque gera dinheiro”, acredita.

O enfermeiro, que é ligado à ideologia sindical, questiona ações públicas que julga desnecessária, como o caso da construção da nova maternidade municipal. “Vilhena já construiu duas maternidades e nenhuma delas funciona. Hoje a sala de hemodinâmica funciona onde em tese deveria atender gestantes. Eu não entendo a razão de construir mais uma maternidade, se as que existem não funcionam como deveriam”, questiona.

O profissional da saúde vai além e faz uma declaração ainda mais grave: “Falta tudo pra funcionar na saúde pública municipal. Faltam equipamentos, equipe de apoio, mais profissionais qualificados e melhores estruturas de trabalho. O médico hoje dispõe dentro do consultório público da sua caneta, carimbo e a boa vontade pra atender o paciente. Isso não é saúde que se preze”, ataca.

Extra de Rondônia publicou algumas matérias mostrando o estado crítico que o setor vem enfrentando. No início da semana, o médico oftalmologista, Rafael Albuquerque, visitou a redação da página eletrônica para relatar os problemas que enfrenta durante sua rotina de trabalho, bem como a inércia da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) diante dos problemas.

>> Veja mais sobre o assunto nos links abaixo:

http://www.extraderondonia.com.br/2014/03/18/medico-ameaca-deixar-de-atender-pacientes-por-falta-de-condicoes-de-trabalho/

http://www.extraderondonia.com.br/2014/03/19/apos-denuncia-de-medico-autoridades-comprovam-caos-em-posto-de-saude-recem-reformado/

 

Fonte: Extra de Rondônia

Texto: Rômulo Azevedo

Foto: Rômulo Azevedo

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