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SOJA PORTOO excesso de chuvas e a enchente do Rio Madeira provocaram filas de caminhões de soja nas duas pontas do estado.

Em Cerejeiras, no Cone Sul, a espera nos pátios dos silos chegava a 36 horas, em média. Somada às 24 horas de espera na capital, a perda foi de dois dias e meio por caminhão, em média.“Cheguei ontem à noite, passei hoje o dia inteiro na fila e não fui atendido, pois o funcionário que trabalha com a classificação da soja só fica até as cinco horas da tarde. Por isso só vou conseguir carregar o caminhão amanhã cedo”, reclamava o motorista Valdeci dos Santos, em Cerejeiras.

A mesma situação ocorreu com o caminhoneiro Wesley Alan. “A empresa classificadora não quer colocar mais um funcionário, por isso a fila não anda à noite”, lembrou Wesley. Em Cerejeiras, o frete pago para transportar a soja até Porto Velho ficava em torno de R$ 105 a tonelada.

No terminal portuário da capital, mais filas, em torno de 24 horas de espera. Com isso, os caminhões acabaram servindo como armazéns ambulantes.

Mesmo assim, o volume de caminhões em circulação especificamente para o transporte da soja manteve a média de anos anteriores, em torno de 250 carretas por dia.

Já o movimento geral de caminhões, que era de 400 por dia, mais do que dobrou por causa da enchente do rio Madeira – chegou aos 900 caminhões, com todos os tipos de carga. Tudo isso também porque a demanda dos Terminais de Uso Privativo (TUPs) passou para o porto público.

NÚMEROS

De acordo com a assessoria da Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH), que administra o porto público do Estado, a cada 24 horas, cerca de 18 mil toneladas de soja saem de Porto Velho rumo a Itacoatiara, Amazonas. De lá o produto segue para o mercado externo.

Em 2013, o movimento total de cargas do porto (importações e exportações) foi de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas. Desse total, os grãos foram responsáveis por cerca de 2,9 milhões de toneladas: a soja com 1,9 milhão de toneladas e o milho com 976 mil toneladas.

Com a cheia, o porto passou a atuar em seu limite máximo de operações. Na verdade, só absorveu toda a demanda gerada pelos portos que foram alagados para que o Estado não sofresse prejuízos em razão da enchente.

Com relação ao porto privado da Cargill, ele só deverá voltar a funcionar quando o Rio Madeira baixar para um patamar próximo dos 16 metros. Dados baseados em estatísticas dos anos anteriores, mostram que o transporte de soja neste terminal privado é de aproximadamente 730 mil toneladas por ano.

Toda a movimentação de carga anual pela Hidrovia do Madeira – oriunda dos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso – chega a aproximadamente 12 milhões de toneladas de produtos, incluindo granéis, sólidos e líquidos, cargas gerais e especiais – ou seja, perto de um milhão de toneladas mensais.

 

Texto e Foto: Assessoria (Seagri)

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