Confúcio diz que pediu operação “Plateias” para poder governar
Confúcio diz que pediu operação “Plateias” para poder governar

Em entrevista a um canal de TV, em Porto Velho, com transmissão para todo o estado de Rondônia, na noite desta terça-feira, 25, o governador Confúcio Moura reiterou o que já vinha afirmando em outras entrevistas, afirmando que poderia ter sido convidado a depor. “Como deputado federal eles fizeram isso, fui lá, marcaram dia e hora. Sempre coloquei meu governo à disposição da Justiça”.

Ao mesmo tempo, o Governador fez um apelo aos deputados estaduais de bem desta legislatura e aos novos que irão assumir em fevereiro de 2015, para que restabeleçam a ordem no poder legislativo. “Por causa das loucuras de um deputado capitaneado por parte da mídia, não podemos viver este terror”, reclamou.

Pediu também para que a nova mesa diretora que mude o sistema de votação da casa, para que o deputado, ao chegar no parlamento, saiba o que vai ser votado. O que – segundo ele – não acontece atualmente.

Confúcio disse que, ao passar pelo parlamento (foi deputado federal por três mandatos), aprendeu a respeitar os adversários, pois na política “não se deveria fazer inimigos, mas adversários, pois a vida política é muito solitária”. Segundo o governador, o ente público não consegue mais visitar amigos, conviver nos locais que gostaria por imposição do cargo.

OPERAÇÃO “PLATEIAS”

Questionado sobre a operação “Plateias”, o governador esclareceu que ela começou a pedido dele ainda em 2011, para conseguir “ter governabilidade”, pois devido a heranças de outros governos havia uma teia de corrupção na esfera administrativa. “O governo estava loteado”.

Por isso, afirmou, procurou o Dr. Heverton no Ministério Público, pedindo ajuda para poder governar. Isso foi em Maio de 2011. “Em junho busquei uma reunião reservada com o Dr. Paulo Cury e Drª Erica pedindo a mesma coisa. E logo depois conversei em audiência com o Dr. Cassio do Tribunal de Justiça, solicitando providências. A operação “Termópolis” ocorreu em novembro de 2011, e sempre que o Dr. Heverton me encontrava ele falava para eu ter cuidado com quem estava ao meu lado”. E foi o que ocorreu. Pessoas ligadas diretamente a mim foram presas e chamadas a responder por suas responsabilidades. Após a “Termópilas” encaminhei um documento em janeiro de 2012 ao Procurador Geral do Estado, Dr. Heverton, e pedi uma investigação, incluindo com quebra de sigilo telefônico de funcionários, na Sedam (secretaria de desenvolvimento ambiental). Isso demonstra nosso zelo contra a corrupção”, explicou.

O governador afirmou que não é indiciado em nada e que não será réu, “pois não existe fato, prova contra mim”. E ressaltou que mesmo que seja réu “não serei condenado”.

Confúcio falou que seu governo sempre foi e é transparente, sendo as licitações do seu governo em 97% dos casos feitas através de pregão eletrônico, “envolvendo empresas do Brasil inteiro, disputando o melhor preço”. Esta situação, segundo ele, representou economia de quase R$ 700 milhões ao estado.

Para acabar com o troca-troca que ocorria a cada fim de governo na secretaria de licitações, “nosso governo realizou concurso público. Agora temos a carreira de pregoeiro. Estamos realizando a capacitação e chamando os concursados”.

SEGUNDO MANDATO

Questionado sobre a governabilidade, o governador disse que o pior já passou e que o segundo mandato será muito melhor que o primeiro. “Rondônia cresce muito e apostamos no agronegócio para buscar e alavancar este crescimento”, avaliou.

Ainda, Confúcio reafirmou o pedido a todos os secretários para que façam uma carta colocando seus cargos à disposição do governo. “Desta forma teremos calma e tranquilidade para mudar e renomear alguns”, pondera.

 

Texto e Foto: Assessoria

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