Equipe do conselho tutelar retomou as atividades nesta sexta-feira
Equipe do conselho tutelar retomou as atividades nesta sexta-feira

O colegiado do Conselho Tutelar do município de Vilhena confirmou à equipe de reportagem do Extra de Rondônia que aderiu ao movimento nacional dos conselheiros, em respeito e luto aos colegas de profissão que foram executados no município de Poção (PE) na noite da última sexta-feira, 6 de fevereiro. Todos de preto, o grupo que atua no Conselho Tutelar de Vilhena interrompeu o atendimento à comunidade por um dia nesta quinta-feira, 12.

Segundo as conselheiras de Vilhena, a decisão de paralisar temporariamente as atividades partiu da Associação de Conselheiros Tutelares de Rondônia (ACTRON) entidade com sede na capital, Porto Velho, comandada pela conselheira Rose Silva. “Todas as unidades do Conselho Tutelar em Rondônia aderiram ao movimento em respeito às vítimas do ataque”, relatou a componente do grupo, Marisa Erdmann.

Os conselheiros relataram que a emboscada que resultou na morte de três conselheiros pernambucanos, bem como uma idosa que estava com eles no automóvel, não foi um fato atípico, e que correm riscos de morte constantemente. “Isso poderia ter acontecido com qualquer um de nós, por isso aderimos ao movimento”, relatou a conselheira, Suzana Martins da Silva, que disse já ter sido agredida fisicamente, e ainda sofre ameaças.

Elisabette Batista relatou que a única arma que os conselheiro têm são as orações feitas todos os dias antes do início das atividades. “Estamos diretamente ligados a situações de conflitos. Não temos segurança a nossa disposição, e não contamos com nenhum tipo de equipamento de segurança para nos defender”, relata.

Patrícia Alves da Silva conta que as situações de risco em que os conselheiros estão inseridos aumenta com o cair da noite. “A maioria dos chamados que atendemos na madrugada está relacionado a menores infratores. A polícia transfere a responsabilidade de suas guardas pra nós, que temos obrigação de leva-los em casa. Depois de passamos por situações de risco, como tentativa de roubo, só fazemos esse serviço com auxilio da polícia”, relata a conselheira.

Lucimar Borges de Oliveira Sadek conta que o manifesto foi pacífico, e as atividades voltaram ao normal nesta sexta-feira, 13.

Os conselheiros tutelares do município de Poção sofreram uma emboscada quando estava levando uma menina para a casa da avó paterna, que dividia a guarda com a outra avó da criança que também estava no carro.

As vítimas foram executadas na linha rural da cidade pertencente ao agreste pernambucano. A Polícia Civil investiga a chacina, e o caso corre em segredo de justiça.

 

Texto: Extra de Rondônia

Foto: Extra de Rondônia

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