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Ônibus que prestam serviços à prefeitura presos em pátio do DETRAN
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O transporte escolar é um direito concedido pelo estado aos estudantes da rede pública de ensino, custeado obviamente com dinheiro público. O preço pago por esta prestação de serviço parece alto se analisado sem saber o seu custo operacional, que normalmente é desenvolvido por uma empresa privada.

Apesar de o valor pago pelo serviço conter cifras milionárias, e os gastos serem altos, o lucro condizente. Há muito tempo as redações de jornais vêm recebendo reclamações da população acerca da qualidade do transporte público escolar prestado no município de Vilhena, principalmente no que diz respeito à qualidade dos veículos imbuídos de deslocarem os alunos de suas regiões de origem até os portões de suas escolas.

Na noite da última segunda-feira, 9, a Polícia Militar de Trânsito (P-Tran) prendeu mais um ônibus da empresa Bueno Tur, que mantem linhas de transporte de alunos custeadas pela prefeitura de Vilhena. O veículo até que não estava em condições tão precárias como outros da mesma empresa já apreendidos pela polícia, e até mesmo por um vereador da cidade.

Entretanto suas condições estavam bem abaixo do mínimo para trazer dignidade aos seus usuários, e contribuir com o fomento da educação pública do município de Vilhena. É público e notório que os ônibus utilizados por esta empresa para a prestação de serviços pertinentes ao transporte escolar são de baixa qualidade.

No mesmo caso da última segunda-feira, 9, o proprietário da Bueno Tur, Hevert Bueno, conversou com repórteres que cobriam a apreensão e disse que na verdade seu veículo foi alvo de uma arbitrariedade da Polícia Militar. É claro que não se trata de excessos por parte da polícia. É nítido aos olhos de qualquer um a falta de qualidade dos veículos. Mas a culpa disso tudo não é da empresa. Ela trabalha com o que tem disponível, com o que pôde adquirir ao longo de sua existência.

A culpa é do poder público municipal, que nunca tomou medidas cabíveis para tentar regularizar esse tipo de prestação de serviços, que endossa a “matéria-prima” da empresa com documentações que deveriam atestar a qualidade verdadeira dos veículos, e que permitem a circulação destes na captação e entrega de crianças.

O dono da empresa disse acreditar que está sendo vítima de uma perseguição política, por ter sido candidato a deputado estadual nas últimas eleições em palanque oposto ao do atual governador, como forma de justificar o que parece injustificável. Difícil de acreditar, na verdade. Ele conseguiu 3240 votos, equivalentes a 0.39% de preferência popular.

Porque um governo como o atual dedicaria parte do seu tempo para perseguir um candidato inexpressivo, que não teve sequer 0.5% de preferência dos eleitores? Não há ligação entre uma coisa e outra. O descaso com a prestação de serviço para comunidade, no que diz respeito ao transporte de estudantes, está avalizado pelos representantes públicos locais.

Não precisa perder tempo discutindo se uma ferrugem, uma poltrona desparafusada, ou até mesmo uma porta amarrada com cordas desestimulam quem quer que seja. Seria como enxugar gelo. É necessário iniciar uma frente para mudar esse tipo de conduta. A Bueno Tur, ou a empresa que vencer a licitação, deve continuar fazendo o serviço que o município não tem capacidade pra fazer. Isso é legal, discutível, mas legal.

Mas precisa ser feito com qualidade, dignidade, e zelo. Do jeito que está é desumano, irresponsável, e sem nenhum critério. As leis municipais que regem esse tipo de serviço são ridículas, falhas e feitas para atender às necessidades do prestador do serviço, não dos usuários do sistema, membros de famílias que pagam impostos, e futuros contribuintes.

Mais um indicativo de que a culpa não é de quem ganha a licitação. É de quem a oferece e daqueles que deveriam fiscalizar veementemente o emprego do dinheiro público, eleitos pela população, que acaba tendo que fazer o que já é pago para ser feito.

Veículos sujos, malcuidados, e com constantes problemas mecânicos são as principais reclamações das pessoas
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Equipamentos de segurança são precários
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Condições insalubres de trabalho oferecem riscos aos funcionários
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Texto: Extra de Rondônia

Fotos: Extra de Rondônia

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