Bunichi Matsubara testemunhou o drama aos cinco anos de idade
Bunichi Matsubara testemunhou o drama aos cinco anos de idade

Nesta quinta-feira, 06, completam-se 70 anos do lançamento da bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, até hoje considerada uma das grandes tragédias da II Guerra Mundial.

A maioria dos sobreviventes da explosão, que matou apenas no instante da detonação 70 mil pessoas, jamais esqueceram a terrível experiência, e mesmo quem era criança na ocasião a tem gravada intensamente na memória.

É o caso do professor de artes marciais Bunichi Matsubara, que mora em Colorado do Oeste. Ele testemunhou o drama de Hiroshima aos cinco anos de idade.

Ao Extra de Rondônia, Matsubara disse que considera a ação dos norte-americanos naquela situação como um ato de terrorismo. “A intenção dos americanos era aterrorizar a população japonesa, assim como mostrar ao outros países o potencial destrutivo da bomba atômica. A guerra já estava perdida para o Japão, a rendição era questão de tempo. Não havia necessidade de cometer o genocídio nuclear, cuja maioria esmagadora das vítimas era formada por civis”, argumenta.

Ele também acredita que, na verdade, o lançamento da “Little Boy”, apelido dados pelos aviadores ao artefato que lançaram foi também uma experiência científica. “Eles precisavam saber o estrago que a bomba poderia causar, e usaram o povo de Hiroshima como cobaias”, explica.

Sobre a explosão, Bunichi relembra o enorme clarão, “seguido por raios, barulho e uma devastadora onda de choque”. E complementa: “depois veio a escuridão”. Segundo Matsubara, o calor era tanto que “torrou pessoas como essas armadilhas elétrica torram insetos”. As lembranças são dolorosas. “Por todos os lados gente morta, pessoas feridas, todos sem entender o que estava acontecendo. Foi uma covardia”, lamenta.

Mas o japonês tem orgulho do que seu país construiu a partir das ruínas deixadas pelas bombas atômicas – três dias depois de Hiroshima, a cidade de Nagasaki também foi bombardeada com arma nuclear – tornando-se uma potência econômica e tecnológica. No entanto, em 1.962 Matsubara resolveu mudar para o Brasil, participando do processo migratório promovido entre os dois países. E, no anos 70 veio para Rondônia, fixando-se em Colorado do Oeste depois de breve passagem por Vilhena.

Para ele, é importante recordar sempre a história de Hiroshima e suas trágicas consequências. “É uma forma de manter viva a lembrança daquela manhã terrível, para que não se repitam mais atos como aquele”, finalizou.

 

Fonte: Extra de Rondônia

Foto: Extra de Rondônia

sicoob

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