Após denúncia feita pela diretoria do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Rondônia (Sinsepol), a Vigilância Sanitária de Porto Velho interditou parte do prédio onde funciona a Central de Flagrantes da Polícia Civil. O pedido de interdição do local foi protocolado na terça-feira (03), após visita de uma comissão formada por diretores do Sinsepol à central. No total, uma cela, três depósitos e uma sala. Estes locais apresentam maior índice de contaminação por fezes, urina, baratas e ratos.

Um laudo final está sendo preparado por técnicos da Vigilância Sanitária e não está descartada possibilidade de interdição total do prédio, informa o presidente do Sinsepol, Rodrigo Marinho.

Todo trabalho de fiscalização, denúncia e pedido de interdição foi acompanhado pelo deputado Léo Moraes, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Rondônia. Ele esteve no local onde funciona a Central de Flagrantes e se disse “horrorizado” com as péssimas condições de trabalho dos servidores.

Na sexta-feira (06) uma reunião entre a diretoria do Sinsepol e representantes da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), foi mediada por Léo Moraes. Na pauta, a busca de soluções urgentes para o problema enfrentado pelos servidores.

Participaram da reunião José Ribeiro, diretor-financeiro do Sinsepol, Eraldo Viana, da Gerência Administrativa e Financeira da Sesdec, Roselei de Lima, também da Sesdec, Rodrigo Marinho, presidente do Sinsepol, o assessor de projetos da Sesdec, delegado Rafael.

De acordo com o presidente Rodrigo Marinho, a interdição foi o último recurso que a diretoria do sindicato poderia tomar. Ele explica que uma comissão vem fazendo inspeções em vários locais de trabalho e informando o governo de Rondônia sobre as precárias condições de ambiência que alguns locais possuem. Apesar do alerta, até o momento, a inércia do governo tem sido total.

Para Rodrigo Marinho, falta mais ação, compromisso e respeito com os servidores da Polícia Civil. O caso não precisaria chegar a este nível se as irregularidades apontadas – tudo feito com farta documentação – apontadas pelos servidores recebessem a devida atenção. Marinho alerta que a interdição total pode acarretar prejuízos maiores para a população e para o setor de Segurança Pública do Estado.
ENTENDA O CASO

Durante a vistoria da Vigilância Sanitária ficou comprovada a falta de condições sanitárias, o alto índice de insalubridade, infestação de ratos e baratas são apontados como razões para a interdição. O caso será informado ao Ministério Público (MP) e à Comissão de Direitos Humanos da OAB Rondônia, afirma Rodrigo Marinho.

De acordo com relatos de servidores, todas as privadas das celas e caixas de gorduras estão com refluxo. Dejetos de fezes, restos de comida e urina são jogados em corredores e celas onde ficam os presos sob custódia.

Segundo eles, é praticamente impossível respirar normalmente devido ao forte odor de urina e fezes. “Temos que suportar isso todos os dias. Já relatamos o caso várias vezes às autoridades, mas nada foi feito até o momento”, afirmam.

SOBRECARREGADOS

Rodrigo Marinho adiantou que o Sinsepol vai fechar, nos próximos dias, convênios com clínicas especializadas para atender policiais que estão sofrendo com problemas psíquicos, psicológicos e com alto com índice de stress, em decorrência da sobrecarga de trabalho. Ele afirma que trabalhar em local sem nenhuma condição sanitária – como é o caso da Central de Flagrantes – pode agravar ainda mais a saúde dos servidores.

Fonte: Assessoria Sinsepol

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