Na tarde de quarta-feira, 25, visitou a redação do Extra de Rondônia o  jornalista Mário Quevedo para contar sobre seu desligamento da imprensa de Vilhena.

Mário narra que atuou no cenário comunicacional há 23 anos, começou no ramo aos 30 anos e hoje com 53 está se afastando, pois acredita que sua missão foi cumprida.

O jornalista detalha que seu contato com o meio se deu devido a uma intoxicação que adquiriu e não pode mais trabalhar, foi daí que conheceu o médico e jornalista Nilton Pandolfo, que viu nele um potencial para a área, onde o escalou para trabalhar na Folha de Vilhena. “Foi quando pela primeira vez trabalhei com o Orlando Caro, de lá me descobri e fui ascendendo na profissão”.

Mário explica que sempre teve gosto pela leitura, “vim de uma família muito politizada e que tem cinco atuantes na área, o que me ajudou no meio comunicacional”.

“O jornalismo foi uma maneira que achei para exercitar minha cidadania. Tive a oportunidade de conhecer o meio e dialogar com os caras que mandam e fazem. A única coisa que gostaria que ficasse era o exemplo de cidadão atuante que fui”, destacou Quevedo.

Mário fala que “aprendi com a prática que não podemos nos intimar e se fosse preciso ir a público mostrar a realidade para a população, é uma profissão magnifica”.

“Não tenho formação acadêmica, mas costumo dizer que meu diploma são os 23 anos de experiência e a felicidade de não ter publicado nenhuma errata ou retratação, até porque sempre busquei afundo antes de explanar os fatos”, ponderou Mário.

Em relação aos anos de atuação o jornalista lembra que “do jornalismo online posso dizer que fui pioneiro em Rondônia, comecei no ‘Rondônia Agora’. Outra coisa, a primeira máquina digital do Estado foi operada por mim, e de lá para cá essa bagagem adquirida eu trouxe para Vilhena. Inclusive, gosto de contar a todos que participei da elaboração, do lançamento e da consolidação do jornal Extra de Rondônia”.

Quevedo explica que a decisão de deixar a área partiu de algumas frustrações, do cansaço e da rotina do meio. E também por ter desacreditado na politica brasileira, “nunca escondi de ninguém que era petista, mas os últimos desfechos do maior representante do partido me fez abrir mão da militância. Em especial o episódio do julgamento e da forma que ele jogou a culpa na esposa falecida”.

“Outro ponto que marcou e influenciou em minha decisão foi o falecimento de minha mãe, que ficou internada por oito meses, recebendo tratamento de um sistema de saúde falido e negligente. Houve momentos que tive que comprar medicamentos para ver minha mãe sobreviver. O que dói é o fato de ter entregue minha mãe machucada e recebe-la em um caixão” narrou o jornalista.

Mário afirma que após essas experiências decidiu se abster do meio, e não falar mais sobre politica e se possível nem votar.

Sobre os desafetos criado durante seu período de atuação, o polêmico jornalista pontua que sempre produziu o material de forma imparcial, buscando cumprir com seu compromisso, e que caso reste alguma raiva dos envolvidos, que haja paciência. “Tenho minha consciência tranquila. Nunca usei minha profissão para agredir ninguém”, pontuou ele.

Quevedo enfatiza que “já tomei 17 processos, inclusive tenho um para este ano, de acordo com a acusação é um crime de racismo, pois usei o termo “japonês”, algo que quero acompanhar de perto, pois a uns tempos atrás houve um individuo tido como herói que ficou conhecido como “Japonês da Federal”. Tenho um outro também onde fui acusado de ser funcionário fantasma no período da assessoria de Marcos Donadon”.

O jornalista finaliza contando que agora seu projeto para o futuro é a formação em gastronomia e o investimento em um estabelecimento local para concretização de seu grande sonho, que é a profissão de cozinheiro. “Começo em agosto e estou tocando um ponto comercial no Bairro Bodanese. Gostaria de fechar agradecendo a todos os vilhenenses que me acompanharam durante esses 23 anos”.

Texto e fotos: Extra de Rondônia

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