Nos dias 11 e 12 de maio, foi realizada uma operação de combate à extração ilegal de diamantes na Terra Indígena Sete de Setembro, em área localizada na divisa entre os Estados de Rondônia e Mato Grosso.

A operação foi realizada em conjunto por Policiais Federais da Delegacia de Ji-Paraná, Analistas Ambientais do IBAMA de Cuiabá, Policiais Militares da Polícia Ambiental de Ji-Paraná e militares do 54º Batalhão de Infantaria de Selva de Humaitá. Participaram da operação 12 Policiais Federais, 02 Analistas do IBAMA, 09 Policiais Ambientais e 57 militares do Exército.

O Exército foi o responsável pela logística da operação. Foram empregados 01 trator e 08 veículos do Exército no transporte de pessoas e equipamentos, sendo 05 caminhões para transporte de tropas, 01 viatura ambulância, 01 viatura Marruá e 01 caminhão prancha para transporte do trator. O comboio partiu do município de Cacoal/RO e adentrou na terra indígena pela Aldeia Betel, da etnia Suruí. O garimpo ilegal é uma das atividades que mais prejudicam o meio-ambiente, causando a destruição de toda a vegetação em grandes áreas.

Os garimpeiros usam máquinas escavadeiras pesadas, conhecidas como PCs, para escavar buracos profundos no coração da floresta e movimentar grandes volumes de terra. Após essa movimentação, são utilizados motores e bombas para levar a lama até as “resumidoras”, onde a terra e água são separadas das pedras preciosas encontradas. As máquinas e materiais de maior porte usados na prática criminosa pelos garimpeiros encontrados durante a operação foram destruídos no próprio local, pois não seria possível transportá-los com os recursos disponíveis.

Foi destruída 01 máquina PC, 03 motores com bombas d’água, uma resumidora de grande porte, uma carreta, canos e outros materiais e equipamentos usados pelos garimpeiros. A ação de fiscalização se estendeu por todo o dia 11 e parte do dia 12. Foi montado um acampamento com redes e barracas na mata, onde a equipe de fiscalização pernoitou. Segundo o Delegado de Polícia Federal Everton Manso, responsável pela operação, o prejuízo causado aos infratores com a destruição dos equipamentos é de aproximadamente 1 milhão de reais.

Além dos equipamentos inutilizados, foram apreendidos documentos e instrumentos usados pelos garimpeiros, como balanças de precisão e lupas. As investigações da Polícia Federal e do IBAMA indicam que há participação de indígenas da etnia Suruí na prática dos crimes, além de pessoas não índias que atuariam no financiamento do garimpo e como operadores das máquinas pesadas.

Segundo o Delegado, será instaurado um inquérito policial para identificar os autores do ilícito e para dar continuidade às investigações. Foram praticados os crimes de integrar organização criminosa, usurpação de bens da União, degradação de floresta em terras públicas e extração de recursos minerais sem autorização do órgão competente, cujas penas somadas podem chegar a 18 anos de prisão.

 

Texto e fotos: Assessoria

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