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A delegada Solângela Guimarães, que flagranteou o caminhoneiro Ualansy Coutinho Machado, de 34 anos, e seu suposto algoz, Gilvan Sperancedete de Araújo, de 24, deu detalhes dos depoimentos dos envolvidos, que a levou a decretar a prisão de ambos pelo crime de estelionato.

De acordo com a delegada, primeiramente, vários pontos do depoimento de Ualansy não batiam, o mesmo não apresentando nenhum arranhão e estava com as vestes muito limpas, para quem ficou por horas dentro de uma mata sob a mira de uma arma de fogo.

Dentre os vários momentos em que o motorista se contradisse em seu depoimento, a delegada destacou o fato de primeiramente o mesmo ter afirmado, que foi abordado por dois bandidos no momento em que batia os pneus para ver se não tinham sofrido avarias, devido este ter passado por cima de umas molas de caminhão, que estavam jogadas na pista e depois, ter voltado atrás, alegando ter sido abordado no momento em que descia da cabine para verificar os referidos pneus.

Com relação ao depoimento de Gilvan, que afirmou ter sido contratado por um homem conhecido apenas como “Zé”, para dirigir o caminhão até Vilhena e que Ualansy estaria envolvido na articulação do crime, a delegada afirmou que os relatos do mesmo foram detalhados e de fato, explicou alguns pontos do depoimento de Ulansy que eram duvidosos.

Do depoimento de Gilvan, Solângela destacou o fato de ambos terem saído da mata de lados opostos da BR, quando a Polícia Militar chegou ao local onde estavam escondidos e o mesmo ter alegado que isso ocorreu, porque ambos estavam na rodovia com outro agente de alcunho “Neguinho”, que tinha ido com um carro de passeio buscá-los, após terem escondido a carreta em meio à vegetação. Neste momento, avistaram uma guarnição que se aproximava e “Neguinho” fugiu, deixando os dois para trás e por isso cada um entrou na mata em lados opostos para se esconderem. Fato este, que contradiz a versão de Ulansy, que afirmou estar sendo mantido refém por Gilvan, a todo o momento.

Gilvan destacou ainda, que a mulher, que se identificou apenas como “Jéssica”, não estava em um quebra molas pedindo carona como afirmou Ulansy e sim, que estava com ele em um carro preto, com placas do amazonas, próximo a um viaduto localizado em Pimenta Bueno, onde o caminhoneiro parou para que ela entrasse e seguisse viagem até o dia seguinte, mantendo contato para informar o local da referida abordagem.

Já de acordo com o flagrante não ter sido por associação criminosa, a delegada afirmou, que no momento, as investigações ainda não foram concluídas e Ulansy continua alegando inocência, por isso, o prisão foi decreta apenas pela simulação do roubo, que causou prejuízo às três empresas responsáveis pela carreta, pelo reboque e pela carga de diesel, por isso a autuação por estelionato.

 

Texto e foto: Extra de Rondônia

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