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Célio BatistaO vereador Célio Batista (PR) foi absolvido durante julgamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisou supostos atos de corrupção e nepotismo em Vilhena.

O caso se arrasta há mais de um ano. Relembre AQUI . O ato aconteceu em sessão extraordinária na tarde desta quarta-feira, 17, no auditório da prefeitura.

Dos onze parlamentares, apenas a vereadora Vera da Farmácia (MDB) não compareceu.

A sessão iniciou com a leitura do processo e o relatório vereador Rafael Maziero (PSDB), relator do caso.

O único vereador a usar a tribuna da Casa para se manifestar foi Rael Zigue (PTB), que nas entrelinhas pediu a cassação de Célio através de uma frase: “Se ele fez alguma coisa, tem que pagar. Você usa tornozeleira, né?”

CÂMARA DEMONSTRA FRAQUEZA, ALEGA DEFESA

O advogado Nilton Schram fez a defesa de Célio Batista

A defesa, feita pelo advogado Nilton Schram, rebateu as acusações contra Célio, pedindo os parlamentares que votem a favor do Célio por se tratar de uma injustiça e que a motivação da CPI é política.

Por várias vezes, o operador de Direito criticou a CPI: “Acredito piamente na integridade moral de Célio. É uma lástima a existência desta CPI. É uma demonstração de fraqueza da Câmara de Vilhena. Esta CPI é política. Percebo que está tendo uma necessidade, pressa, de entregar a cabeça do Célio. Mas não há prova de alguma ilegalidade. Célio não tem nada a ver com lotes”.

Após a tese da defesa, houve um intervalo de 30 minutos. Ao retorna, os vereadores iniciaram a votação. Conforme o regimento interno do Legislativo, são necessários, pelo menos, 2/3 dos votos dos membros da Câmara, o que não foi atingido.

A advogada Vera Paixão também acompanhou o caso

VOTAÇÃO

A votação da CPI aconteceu separadamente. Primeiro foi por supostos atos de corrupção envolvendo esquema fraudulento de loteamento. Neste caso, a manifestação dos parlamentares foi a seguinte: CASSAÇÃO: Leninha do Povo Rael Zigue, Carlos Suchi e Wilson Tabalipa. ABSOLVIÇÃO: Adilson de Oliveira, Samir Ali, França Silva, Rogério Golfeto, Rafael Maziero e Ronildo Macedo. AUSENTE: Vera da Farmácia.

No caso de nepotismo, a votação foi a seguinte: CASSAÇÃO: França Silva, Leninha do Povo, Rael Zigue, Rafael Maziero, Rogério Golfeto, Wilson Tabalipa e Suchi. ABSTENÇÃO: Adilson de Oliveira e Ronildo Macedo e Samir Ali. AUSENTE: Vera da Farmácia.

O plenário ainda analisou a acusação de quebra de decoro contra Célio, mas, por ter sido absolvido nos dois primeiros casos, não precisou ser votado.

CÉLIO DESABAFA: “ESTÃO AÍ AS PROVAS, SOU INOCENTE”

Ouvido pelo Extra de Rondônia, Célio Batista disse que estava confiante desde o início e fez questão em colaborar.

“Nunca pedi para prolongar porque eu sabia que uma CPI não é uma acusação e sim uma busca pela verdade. O relator tirou todas as dúvidas que não configura como nepotismo, envolvimento com algum tipo de terreno, e estão aí as provas que sou inocente”, pontuou.

Ele ressaltou que está com a consciência tranquila e vai se livrar de todas as situações pendentes na justiça e voltar fazer seu trabalho que fazia antes como um vereador dedicado a seu mandato.

“Eu sou um dos vereadores que fez mais projetos de lei na história de Vilhena. Por tanto, eu não posso sair desse jeito e apenas pedi justiça dentro do processo, sem politicagem e perseguição. E meu advogado provou que eu não tive nenhum tipo de envolvimento de crime e as 831 pessoas que votaram em mim pode ter certeza que vou trabalhar pela cidade”, complementou.

E AGORA?

Ao Extra de Rondônia, o advogado Nilton Schram disse que, agora que terminou o julgamento, será feito o pedido de retirada da tornozeleira para que Célio possa voltar a exercer a cadeira de vereador.

 

Texto: Extra de Rondônia

Fotos: Extra de Rondônia

 

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