Aquela era uma academia de ginástica, de porte médio, com cerca de 1.000 alunos. A Diretora e proprietária tinha seu esposo como um dos professores. Era uma empresa bem administrada, lucrativa, financeiramente sólida e em ascensão.

Certo dia houve uma pequena discussão porque o esposo queria trazer para a academia novos aparelhos, com os quais a proprietária não concordava, por considerar isso uma atitude temerária. Então foi consultado um empresário, amigo do casal, a respeito. Sua recomendação foi: Se seu esposo está convicto de que este é um bom investimento; assumir o compromisso de trazer novos alunos/receitas; e manter a lucratividade do negócio, então recomendo efetivar o investimento!

A maioria das nossas organizações, sejam elas grandes, médias ou pequenas, tem sérias dúvidas na hora de decidir, se novos investimentos devem ou não ser feitos. Trata-se de um impasse operacional muito comum.

A boa técnica recomenda que sejam feitos estudos prévios envolvendo o volume adicional de receitas necessárias para viabilizar a operação; o lucro líquido que deve ser gerado; os impactos no fluxo de caixa decorrentes da aquisição dos equipamentos etc. Nunca esquecer que uma pessoa específica deve assumir a responsabilidade pela geração da receita e lucros mensais.

Diversas empresas não costumam fazer isso por falta de conhecimento ou por não dispor de pessoas qualificadas. A verdade é que certas empresas não tem a humildade de buscar ajuda externa e mesmo assim fazem investimentos!? Tenha cuidado porque a atividade econômica é complexa e por vezes é imperioso dizer um “não” em vez de tomar uma decisão precipitada!

O planejamento financeiro é imperioso porque traz para o presente, operações e resultados futuros. Ele vai lhe mostrar, com antecipação e clareza, se você terá sucesso ou fracasso, mês a mês, e em que montantes. É válido, oportuno e necessário ser um empreendedor inovador; é insensato, temerário e amador tomar decisões superficiais e sem critério. Lembrar que no mercado atuam concorrentes competentes, experientes e habilidosos. Apesar disso, diversas empresas resolvem abrir filiais ou lançar uma nova linha de produtos sem um estudo prévio de sua viabilidade. Esse amadorismo é inaceitável, porque põe em grave risco o capital investido.

Não deixe que decisões impróprias sejam tomadas na sua organização. O dinheiro tem um custo; todo o investimento exige um retorno mensal; aumentar vendas é uma tarefa árdua e nem todos estão capacitados para isso. Feito o investimento, vendas adicionais, previamente calculadas, terão de ocorrer. É melhor não investir do que investir errado.

Resumindo: projetos de viabilidade são instrumentos poderosos e confiáveis. Eles estão disponíveis a todos. Este é o tempo de trazer profissionalismo à administração!

 

Texto: Humberto Lago

 

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