Foto: Extra de Rondônia

Qual é a maior dificuldade que você enfrenta, no dia a dia da gestão empresarial, seja você o proprietário ou o administrador?  No meu caso eram as “surpresas”. Quando você é um diretor, trabalha com um planejamento rígido.

O planejamento é um compromisso formal com a obtenção de resultados. Se sua organização não consegue alcançar o resultado planejado, então você está com um sério problema. Tal problema só pode ser resolvido com a recuperação, no mês subsequente. As surpresas são devastadoras e muitas vezes impossíveis de serem previstas.

De repente você enfrenta aquela sensação horrível e frustrante de ter perdido o controle. Pessoas falham, há concorrentes irracionais, o mercado é uma arena mortal. Quando você descobre isso já está no dia 15. Portanto você tem apenas duas semanas para conseguir vendas adicionais e um lucro extra budget.

Agora não importa saber qual área falhou, ou nome das pessoas responsáveis. Essa discussão é pura retórica e não trará de volta resultados perdidos. Você precisa de uma nova estratégia, de agressividade nas vendas, de um líder, de uma equipe capaz e coesa.

Durante 7,5 anos fui diretor de duas empresas, nas quais tinha 5 gerentes. Sempre que uma surpresa ocorria os gerentes se preocupavam com os culpados. Porém o proprietário quer resultados e não explicações. Na minha função, precisava encontrar rapidamente um meio de recuperar, com urgência, o que foi perdido.

O desempenho empresarial costuma ser medido por três grandes variáveis: 1.-O volume mensal das “receitas”, que mede a grandeza do seu negócio. Elas devem se manter estáveis ou então crescer. Se suas receitas caírem, então sua firma cairá no ranking, o que é inaceitável. Os proprietários não aceitam que seu concorrente o ultrapasse, porque isso demonstra incapacidade gerencial interna;

2.-A segunda variável é a obtenção sistemática da “lucratividade”. Fundamental é definir e obter uma lucratividade compatível. Na prática, as empresas acompanham a lucratividade das vendas. Você – como um diretor inteligente que é – sabe muito bem que o lucro das vendas só é bom quando acompanha ou supera o retorno do investimento ofertado/pago pelo mercado, em moeda estável; e

3.-O pagamento anual de “dividendos”. Ele é obtido por um percentual, anual, sobre o lucro líquido, e pago aos investidores/acionistas, no início do exercício seguinte. A grande dificuldade é fazer com que o lucro contábil exista, fisicamente, no caixa, no final do ano. A realidade tem demonstrado que diversas organizações fecham o ano com um lucro, porém o mesmo desapareceu do caixa e foi parar nos estoques ou no contas a receber. Nenhum proprietário aceitará o pagamento de dividendos em “estoque” nem em “contas a receber”!

Por tudo isso se conclui que administrar uma empresa é atividade para profissionais e não amadores. Nossas organizações precisam repassar aos seus gerentes essa “visão”, bem como o cuidado com as “surpresas”. Ao fazer isso você estará proporcionando-lhes um excelente treinamento, além de repartir com eles parte das responsabilidades da alta gerência. Eu creio que isso trará sustentabilidade aos negócios !

 

Mercado Paulista

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