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Foto: Ilustrativa
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O PIB do agronegócio brasileiro apresentou estabilidade em 2018, com leve baixa de 0,01% no fechamento do ano, segundo pesquisas Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em dezembro, especificamente, houve queda de 0,10%.

Pesquisadores do Cepea indicam que esse desempenho da renda gerada no agronegócio em 2018 está ligado à elevação dos custos de produção nos segmentos primários agrícola e pecuário e à fraca demanda verificada em diversos segmentos e atividades do ramo pecuário.

No ramo agrícola, em dezembro, houve elevação apenas para o segmento de insumos. No acumulado do ano, no entanto, o segmento primário apresentou leve queda. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar da recuperação dos preços agrícolas ao longo de 2018 e da elevação na produção verificada, o incremento nos custos de produção, com destaque para os preços dos fertilizantes e do diesel, ainda manteve o segmento em baixa no que se refere à renda.

Já a agroindústria teve resultado satisfatório na média do segmento, com destaque para os bons desempenhos das atividades de biocombustíveis, celulose e papel e óleos vegetais.

Em relação ao ramo pecuário, a demanda interna enfraquecida e a restrição de importantes mercados externos destinos da carne brasileira influenciaram os preços com maior intensidade ao longo do ano.

Porém, a competitividade da proteína brasileira no mercado externo surtiu efeitos favoráveis às exportações da carne brasileira desde setembro, notadamente com destinação a novos nichos de mercado, o que resultou em certa sustentação de preços e recuperação da indústria do abate.

No acumulado, porém, o ano fechou com resultado negativo. O segmento primário do ramo pecuário também sofreu impactos do incremento de custos de produção, com destaque para a elevação do preço do milho no período.

Em 2018, o PIB-volume do agronegócio, calculado pelo critério de preços constantes, cresceu em todos os segmentos, sofrendo uma alta de 1,87% em 2018, com elevações de 5,17% para insumos, de 0,41% para o segmento primário, de 1,97% para a agroindústria e de 2,31% para os agrosserviços.

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