Projeto social existe há cerca de 18 anos em Vilhena / Foto: Extra de Rondônia

O projeto Educação Solidária existe em Vilhena há pouco mais de 18 anos, tendo como idealizador o capoeirista Odair Belarmino, popular Ki-Suco. Por ser uma ação social teve seus altos e baixos, o que causou sua desativação e reativação por diversas vezes.

O professor narra que a realização do projeto em Vilhena se deu pela vontade de proporcionar a comunidade uma educação social e solidária, isso porque  segundo Ki-suco, a capoeira trabalha com autodisciplina e cultura, não se restringindo apenas a prática de movimentos e técnicas de luta. “Trazemos durante as aulas o lado histórico, o que seria a parte mais teórica da capoeira”.

Odair Belarmino, popular Ki-Suco / Foto: Extra de Rondônia

O capoeirista Ki-suco pertence à quarta linhagem de escravos e pratica a arte desde os 07 anos de idade, por isso a necessidade de ensinar a comunidade local.  “Acreditamos que passando isso para os alunos, podemos mudar as pessoas ao nosso redor”, pontuou ele.

Hoje o projeto conta com 25 alunos ativos, as aulas são abertas para todos os públicos não havendo limitação por idade ou gênero. Os treinos acontecem todas as terças e quintas das 18h às 19h, e aos sábados das 10h às 11h.

Os capoeiristas também aprendem a instrumentalização de berimbau, atabaque, agogô, pandeiro e outros. Os praticantes da arte geralmente são jovens que estão cursando o ensino superior e educação básica.

Elaine Barbosa / Foto: Extra de Rondônia

A aluna Elaine Barbosa, 35 anos, é estudante universitária e pratica há quatro anos a capoeira. Ela conta que acompanhou grandes transformações durante o período de participação no projeto.

“Houve cerca de seis casos de alunos que não tinham bom rendimento e que depois da capoeira se desenvolveram. Vamos muito além com nossos participantes, aqui identificamos os problemas e os ajudámos”, relatou ela.

A acadêmica explicou também a diferença entre a capoeira angolana e a regional. “Nos primórdios da capoeira existia a de Angola, considerada a prática raiz vinda junto com os escravos e tocada nos pelourinhos. Ela foi fundada pelo mestre Pastinha, composta por onze movimentos e sem diversificação. Com o passar do tempo o mestre Bimba criou a capoeira regional articulando novos movimentos a arte”.

Barbosa detalha ainda que dentro da capoeira angolana a graduação é feita por fita ou lenço, mas atualmente passou a ser por corda. “Temos também as especificações, como a corda crua com ponta amarela, ponta laranja e outras modalidades”.

Os alunos também aprendem berimbau, atabaque, agogô e pandeiro / Foto: Extra de Rondônia

Os movimentos base da arte são ginga, cocorinha, ponteiro, martelo, benção e AU, desses movimentos cria-se outros.

Caso alguém tenha interesse em participar, poderá ir até o Ginásio Geraldão, localizado na Avenida Paraná, e realizar um pré-cadastro. Não a custos para inscrição, só é cobrado o abadá (camisa e calça) que podem ser adquiridos com o professor.

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