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Agente foi preso em posse de uma faca/Foto: Divulgação

O delegado Mayckon Douglas da Polícia Civil de Cerejeiras emitiu uma nota à imprensa na tarde desta quarta-feira, 24, onde confirmou a prisão de Francisco Jorge da Silva, acusado de ameaçar promover um massacre em um creche municipal.

Como as tais ameaças provocaram grande alvoroço entre pais e professores, a justiça optou pela prisão do acusado, que possui laudo psiquiátrico, a fim de garantir a segurança tanto da sociedade como a do mesmo, que pode vir a ser alvo de linchamento.

Confira nota na íntegra

Venho por meio deste informar que foi dado cumprimento na tarde desta data ao mandado de prisão preventiva em desfavor de Francisco Jorge da Silva.

A prisão foi cumprida pela Polícia Militar de Corumbiara, após informações de que Francisco estaria no Distrito de Vitória da União, sendo repassado cópia do mandado de prisão pelo serviço de investigação da PC de Cerejeiras ao quartel da PM de Corumbiara para cumprimento.

Com a prisão do acusado pela Polícia Militar no dia 22,  após ouvir familiares que relataram que este teria dito que faria como foi “feito na Escola em Suzano- se referindo ao ataque ocorrido no mês passado no Estado de São Paulo- após apresentação de laudo pericial que relatava que este sofria de transtornos mentais, assim como pelo fato deste ter outras ocorrências de ameaças e ter sido encontrado na posse de uma faca, postulei pela prisão preventiva do investigado com fundamento na garantia da ordem pública, visando resguardar a integridade física de terceiros e do próprio investigado, já que havia ameaças de linchamento.

O pedido foi realizado durante o plantão judiciário noturno do dia 22, de modo que não havendo mandado de prisão em desfavor deste até aquele momento, se tratando a condução por contravenção penal (posse de arma branca) que não se impõe prisão em flagrante quando o conduzido se compromete a assinar o termo de compromisso, após as oitivas necessárias este foi liberado, já que não estando em flagrante por crime e não existindo determinação judicial para prisão este, este seria o procedimento, sob pena de incorrer em abuso de autoridade, já que não existe no Brasil “prisão para averiguações” e nem “detenção enquanto se aguarda deliberação judicial”, ao contrário na verdade.

O pedido foi analisado pelo Juiz e deferido  a prisão preventiva de Francisco durante a madrugada do dia 23.

Após isso, foram realizadas diversas diligências para localizá-lo, sendo logrado êxito nesta data.

A realização do pedido de prisão preventiva e nem seu deferimento foi divulgado antes, em razão do sigilo da medida.

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