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Coluna escrita por Sério Pires/ Foto: Ilustração

À mulher de César, não basta ser honesta. Ela tem que PARECER honesta!”. Essa frase, que atravessou os séculos desde os tempos da poderosa Roma,  resume muito bem a importância da transparência nas ações, decisões de atitudes públicas de pessoas….públicas. Quando se levanta qualquer suspeita sobre alguma questão, ela precisa ser imediatamente esclarecida, para que não pairem dúvidas sobre a lisura e a boa intenção de quem tem o Poder e representa a população.

Por isso, é vital que fique bem claro,  com todas as letras e a bem da verdade, o que aconteceu na tarde desta quarta-feira, no escritório de um advogado de Porto Velho, onde um pequeno grupo de deputados estaduais se reuniu com representantes do Governo do Estado, poucas horas depois que foi lido, na tribuna da Assembleia, um pedido de impeachment contra o governador Marcos Rocha.  Vários sites descobriram o encontro, fotografaram os carros e camionetas dos parlamentares em frente ao escritório e questionaram o que motivaria um encontro desses, ainda mais fora do Palácio Rio Madeira/CPA ou da própria Assembleia.

E sem que o presidente Laerte Gomes fosse sequer comunicado por seus pares (foram cinco ou seis deputados os que participaram da reunião) de que estariam tratando assuntos relativos ao parlamento, longe do seu presidente, eleito praticamente por unanimidade. Claro que se parte do princípio que os temas tratados foram absolutamente de interesse maior do Estado.

É óbvio que qualquer ilação fora desse contexto traz pitadas de maldade e até possíveis calúnias. Mas não há qualquer pessoa com um pingo de raciocínio lógico, que não fique imaginando do porquê de uma reunião dessas, num escritório de um advogado. Que temas foram tratados que não poderiam ser conversados publicamente, já que, certamente, são do interesse da coletividade?

Agora, com todos os comentários (a maioria maldosos!) que inundam os sites e redes sociais, o que se poderá deduzir de tudo isso? Qual o clima dentro da Assembleia, hoje, para que se julgue, com imparcialidade e bom senso, um pedido de impeachment do Governador, mesmo que gerido num factoide? Como a população reagirá? É importante agora que todos os atores envolvidos nessa situação venham a público, falar com clareza o que aconteceu, o que foi conversado e porque foi conversado. Todos temos grandes esperanças de que o Brasil e Rondônia estão mudando.

Queremos ações republicanas, sempre dentro dos interesses maiores da população. Nos últimos anos, a Assembleia esteve longe dos escândalos, Queremos que permaneça assim, sempre. Que os deputados não permitam que o parlamento volte a fazer parte do noticiário negativo. E que tudo seja esclarecido devidamente, tanto no lado da ALE quanto do Governo.

AULÕES SÃO UM GRANDE SUCESSO

Em 2001, os professores  Alfred Tadeu, José de Arimatéia e José Nazareno criaram os aulões, para preparar alunos ao desafio do ingresso no ensino superior. No Colégio Joao Bento Da Costa, um ano depois o professor Suammy Vivecananda, que assumiu a direção da escola, os implantou com grande sucesso.

Durante esses anos todos, os aulões têm feito parte das atividades da Secretaria de Educação do Estado. Neste ano, contudo, eles deram um salto, não só na qualidade das aulas como, também, no  número de estudantes que dele participam. Segundo o titular da Seduc, entre18 mil a 20 mil estudantes já participam do programa, um dos de maior sucesso na estrutura de ensino do Estado. Os aulões, antes mais esporádicos, agora são realizados durante todos os finais de semana, tanto em vários colégios de Porto Velho como em cidades do interior.

Eles preparam os alunos para enfrentar a dureza das provas do Enem, em novembro, assim como as do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que a partir de 2019 substituirá a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) e o Prova Brasil. O Saeb é realizado a cada dois anos. E 2019 é ano de avaliação. Em Porto Velho, os aulões acontecem em 14 escolas. Entre elas o Colégio Tiradentes, o Carmela Dutra, o Mariana e o Marina Carmosina.

VIGIAS ARMADOS ESTÃO VOLTANDO

Por falar em escolas, a questão da segurança cresce em importância na pauta de prioridades da Seduc. A volta dos vigilantes para proteger os educandários já é decisão tomada, embora o que se discuta agora é de que forma isso será feito, de onde sairão os recursos e outras questões e detalhes que ainda estão sendo avaliados. Não passa pela cabeça do secretário Suamy Vivecananda aceitar que os constantes ataques de marginais às escolas, incluindo tentativas de incêndio, furtos, roubos, violência sem fim, prossigam, sem uma reação à altura do Governo rondoniense.

Num primeiro momento, a Seduc já autorizou a volta de guardas armados para pelo menos dez escolas em Porto Velho. Está iniciando uma conversação com a Secretaria de Segurança e com a PM, para a convocação de policiais aposentados, que poderiam ser utilizados neste tipo de trabalho. Na última semana, duas escolas foram atacadas por bandidos armados e mais de 100 celulares foram roubados dos alunos. A Seduc começa a agir para acabar com esses ataques impunes de marginais aos educandários. Pais e estudantes exigem uma solução e querem que os vigilantes voltem, armados e com autorização de reagir à altura contra os bandidos. Vamos ver se isso vai mesmo acontecer.

ROCHA BUSCA APOIO FEDERAL

O 8 de maio será uma data importante para os Estados brasileiros. O governador Marcos Rocha também  está de olho neste dia, porque ele pode ajudar a mudar a situação  dos cofres públicos em Rondônia. Os governadores vão se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, com o ministro da Economia, Paulo Guedes; com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e com o do Senado, David Acolumbre.

O tema em pauta: socorro aos Estados. Os governadores não querem apenas esperar pela aprovação da reforma da previdência, para tentarem mais apoio federal, mas decidiram agir agora, junto ao Congresso. A  pressão será para que estados e municípios recebam socorro da União, ao menos num volume muito mais do que atualmente. Para Rondônia, além disso, há  questões de grande importância para serem renegociadas imediatamente com o governo Bolsonaro. A principal delas é a questão das dívidas da Caerd e do Beron. Em relação ao extinto Banco do Estado, a dívida já foi paga pelo menos duas vezes, mas as contas absurdas apontam que ainda temos que pagar  ainda vários anos, num valor de 17 milhões de reais/mês, algo inacreditável.

Com relação à Caerd, há necessidade de um encontro de contas com a Eletrobras e uma busca de sanear a empresa, para privatizá-la. O outro tema de interesse do Estado, que está empacado, é a questão da transposição. Esses assuntos certamente estarão na pauta de Rocha, no encontro com a cúpula governista, incluindo Bolsonaro, daqui a 13 dias.

ALÍVIO, MAS POR POUCO TEMPO

Em menos de 24 horas, a Polícia Militar prendeu 65 pessoas e apreendeu cerca de 80 veículos, numa grande operação que envolveu a participação de 1.580 policiais em todas as regiões do Estado. A Operação Tiradentes fez parte de uma grande ação nacional, que tirou das ruas centenas de criminosos. Infelizmente, a grande maioria deles estará nas ruas de novo em breve, protegidos pelas leis brandas e amiga dos bandidos, que existem neste Brasil. Quase 400 viaturas foram utilizadas durante a quarta-feira; foram recebidas mais de mil denúncias pelo fone 190; mais de 3.100 pessoas abordadas.

Uma pena que a ação tenha conseguido recapturar apenas três foragidos, embora quase 100 deles  tenham fugido das cadeias rondonienses só na última semana. Mesmo assim, só a presença em massa da PM nas ruas já deu à população uma sensação de segurança,  muito maior do que nos últimos tempos. A Polícia Civil também atuou no Estado, fazendo várias prisões. Com ações como essas, é claro que melhora o astral da população, tão carente da presença maior das polícias nas ruas. A dificuldade, contudo, é na essência: não adianta a polícia prender bandido e a Justiça ser obrigada a soltar, porque a lei protege bandido, não o cidadão. Mas, ao menos por algum tempo, ficamos livres de tantos canalhas.

FIM DA HISTÓRIA, 88 ANOS DEPOIS

Oitenta e oito anos depois de utilizado pela primeira vez no país (foi em 1931), o Brasil acabou de vez com o Horário de verão. Segundo o governo, porque há algum tempo ele não representava mais economia de energia e ainda acabava causando mais problemas do que trazendo soluções. Uma década e meia depois de ser usado pela primeira vez na História em 1916, na Europa, durante a  Primeira Guerra Mundial.

O presidente Bolsonaro assinou nesta quinta o decreto que acaba com o horário de verão, durante solenidade ocorrida no Palácio do Planalto. Segundo o Presidente, a medida não causava praticamente mais nenhuma economia e apenas estava servindo para prejudicar o relógio biológico da população. Houve outro motivo importante: a opinião pública. Pesquisa nacional apontava que 70 por cento da população queria o fim da medida. A maioria foi atendida.

Em Rondônia e na região norte, os prejuízos maiores eram em relação a horários de voos e ônibus interestaduais e na programação de TV. As principais emissoras precisam gravar alguns dos programas, para passá-los no horário compatível. O prejuízo maior era o do Acre, que durante o período do horário de verão, ficava com três horas a menos do que Brasília.

UM SONHO IMPOSSÍVEL?

O senador Acir Gurgacz anunciou, mais uma vez, o reinício das obras  de recuperação da BR 319, aquela mesma que as ONGs internacionais, o Ministério Público Federal, empresas dos setor de transporte aquático e parte do Judiciário não querem deixar que volte a ser uma rodovia decente, asfaltada, desde Porto Velho até Manaus. Há anos Gurgacz batalha pela obra. Teve algumas poucas vitorias, mas na maioria das vezes foi derrotado por interesses nem sempre ligados aos interesses maiores da grande maioria da população amazônica.

Esperava-se que, com o novo governo, destituído de ideologia e voltado para atender ao Brasil e nem a grupos estrangeiros, que sonham em dominar a Amazônia e explorá-la, a situação fosse mudar. Até agora, embora o otimismo do senador de Ji-Paraná, que merece homenagens pela batalha que trava, com alguns poucos aliados, pela BR 319, o retorno das obras não passa de sonho. Ao menos nos 400 quilômetros do meio entre as duas capitais, onde a rodovia está praticamente intransitável. Há que se mudar as leis; há que haver interferência direta do Planalto; há que haver mobilização de Rondônia e Amazonas. Em isso, a obra nunca vai sair do etéreo…

PERGUNTINHAS

Você ainda lembra nos candidatos em quem votou  no final do ano passado? E se os elegeu, está  satisfeito com o trabalho que eles vêm realizando ou já se arrependeu da escolha?

 

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