Júnior Pintor em visita ao site / Foto: Extra de Rondônia

O ex-presidente do PSDB, Junior Pintor, visitou a redação do Extra de Rondônia nesta quarta-feira, 10, para fazer uma revelação bombástica: diz que participou de jogada política para tirar o empresário Jaime Bagattoli (PSL), que era candidato a prefeito nas eleições municipais de 2016, e favorecer o “grupo do mal” que hoje governa Vilhena.

Junior fez um pedido de desculpas oficial ao empresário por, segundo ele próprio, ter contribuído com a sua exclusão do cenário eleitoral de 2016, no qual Rosani Donadon (MDB) saiu vitoriosa – mas acabou perdendo o mandato para o atual prefeito Eduardo Japonês (PV), na eleição suplementar em junho de 2018.

O tucano relatou que recebeu muita pressão no período de pré-campanha para que apenas Eduardo Japonês fosse o candidato, tendo, inclusive, o envolvimento de dinheiro nas negociações.

“A ordem era que houvesse apenas um candidato contra os Donadon. O Jaime estava bem cotado e eu precisava derrubá-lo dentro do partido para favorecer o grupo do mal, grupo perseguidor, que hoje governa Vilhena. A pedido desse grupo que está aí na prefeitura, fui (como mensageiro) até o presidente municipal do PSB, Miguel Câmara, e ofereci de R$ 40 mil até R$ 100 mil. Isto porque Câmara estava propenso a se aliar à Rosani Donadon e queriam que ele fosse para o grupo do PV”, relembra.

O ex-presidente da agremiação política disse que seu único erro foi ter se deixado convencer acerca da estratégia. “Na época eu era aliado do grupo e me deixar levar pelo momento e pela situação. Hoje estou arrependido e por isso peço desculpas públicas ao Jaime Bagattoli, toda sua família, amigos e eleitores, pelo que eu fiz naquele período. Hoje estou mais maduro”, declara.

HISTÓRIA SE REPETE

E parece que agora a história se repete. Jaime Bagattoli é cotado para disputar a prefeitura de Vilhena nas eleições de 2020 e aparece à frente de outros nomes em pesquisa publicada no Extra de Rondônia (leia AQUI).

No entanto, ele vem enfrentando a mesma dificuldade que nas últimas eleições municipais: espaço partidário. E, de acordo com Junior Pintor, este foi o motivo pelo qual decidiu se pronunciar a respeito do assunto.

“Tudo foi orquestrado aqui no município. Se eu tivesse consultado a executiva estadual do partido naquele período, com certeza a história teria sido diferente”, finalizou.

 


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