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Castanheiras completou 27 anos de emancipação / Foto: Divulgação

Castanheiras completou 27 anos de emancipação no dia 13 de fevereiro de 2019, o município foi criado pela Lei nº 366, de 13 de fevereiro de 1992, mas quem conta em detalhes essa história,  são os pioneiros que chegaram antes mesmo da emancipação.

Antônio Zildo da Silva, de 85 anos, nasceu no Estado de Minas Gerais, chegou em Rondônia no ano de 1980, foram sete anos de idas e vinda com muito sofrimento, incertezas, pois as terras que desejavam não tinham nem nome na época, era apenas um projeto.

“A gente suou para adquirir isso aqui, muitos amigos naquela época vieram junto com o mesmo sonho. Da minha propriedade até a balsa era somente sitiante, de um lado e do outro, mas como chovia muito, o rio enchia o pessoal que morava aqui ficava com medo e não queriam ficar, não era muito fácil para sair”, relata  Antônio.

Na época o governador do Estado de Rondônia era Jorge Teixeira, o mineiro Antônio Zildo conta com orgulho sobre os “dois dedos de prosas” que teve com o politico. “Então o Jorge Teixeira esteve aqui e perguntou se estava para sair um patrimônio, eu respondi, sim, então ele me pediu para acompanha-lo para mostrar o local. Eu já conhecia tudo, mostrei onde tinha sido feito as doações de terras. Castanheiras não tinha nada na época, essa cidade ai quem apresentou ela foi eu, porque o governador andava aqui nas linhas, vinha sempre de helicóptero, descia e procurava pelos moradores mais velhos, na época era eu, João Rico e Manoel Branco, então nos três éramos os representantes da cidade”, destacou o pioneiro.  

Antônio Zildo e a filha Maria de Fatima da Silva / Foto: Divulgação

Maria de Fatima da Silva, de 51 anos, é filha do senhor Antônio Zildo, quando chegou nas terras que vive hoje, tinha apenas 13 anos, ela acompanhou de perto a luta do seu pai e conta um pouco dessa trajetória.

“Quando chegamos aqui já existia a estrada. Nos enfrentamos esse mato por aqui, que tinha muito bichos, a onça passava encostado no rancho esturrando, eu tinha muito medo e dizia: pai vamos embora daqui, aqui não é lugar de gente não, nós não éramos acostumados no mato, mas sobrevivemos e hoje estamos aqui felizes”, relatou ela. 

O próspero vilarejo logo começou a tomar forma. A família paranaense do pioneiro João Altamiro Polla ou “João Rico” como é conhecido chegou no ano de 1976, pois ali vivia aproximadamente 14 famílias, naquela época tudo era muito difícil, imagina então para estudar, o pioneiro relata sobre as dificuldades enfrentadas. 

“Não tinha escola nenhuma, então realizamos uma reunião num domingo e construímos uma escola. Os professores foram o Jaime, a Rose e a esposa do Cirilo Conde. Foram as pessoas que se dedicaram e que tinham apenas a quarta série para poder instruir, eles chegaram a ir realizar um curso no município de Cacoal por oito dias, praticamente sem condições para se manter, nos reunimos e arrumamos o dinheiro e enviamos, ai iniciamos a Escola Francisca Julia da Silva”, relembrou ele. 

Naquela época não havia estradas, somente picadas, pontes improvisadas, então praticamente era proibido ficar doente. Mesmo com tantas dificuldades, o povo não perdeu as esperanças e nem a fé, a primeira missa foi celebrada no ano de 1982 pelo Padre Silvino como descreve o João Rico.

“Ele chegou aqui por volta das 16h, numa quarta-feira de cinzas, nos perguntou se podia realizar um missa e se haveria condições de reunir os vizinhos, então o meu filho mais velho e meu cunhado conseguiu reunir as quatorze famílias para a celebração”, contou João.

As coisas foram evoluindo, mais famílias foram se fixando, e chegou o momento de tornar realidade os sonhos dessas famílias, transformar o vilarejo em município. Para isso tinha que escolher um nome, o senhor João descreve como foi isso.

“Primeiro foi construído a cidade, tinha a igreja, realizamos uma reunião, o padre estava presente para o escolher o nome da cidade, surgiu então vários nomes, primeiro nome a ser colocado foi União da Vitoria, dentro do Estado de Rondônia já havia vários municípios com esse nome, então realizamos outra reunião para trocar de nome e tinha algumas opções, Castanheiras e Três Coqueiros. Mas como havia uma Castanheira enorme e linda ali no alto de um morro, eu disse vamos colocar Castanheiras, porque tem um símbolo muito bonito ali e nós estamos vendo-a de longe, vamos batizar como Castanheiras”, narrou João.

Odair Dias de Souza Porongo / Foto: Divulgação

De acordo com o Pioneiro, Odair Dias de Souza Porongo, de 60 anos, no dia 13 de fevereiro de 1992, através da Lei nº 366, assinada pelo governador na época, Oswaldo Piana Filho, Castanheiras se tornou município, com área desmembrada de Rolim de Moura. 

Porongo chegou em Castanheiras em 1988 e se tornou um forte pecuarista, segundo ele a economia da cidade gira entorno da agricultura e pecuária. A agricultura e pecuária se tornaram forte e isso contribuiu para melhoria, principalmente nas estradas. Hoje com apenas 27 anos , Castanheiras tem uma economia sólida.

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