Núbio Lopes, responsável pela Delegacia Especializada na Repressão e Crimes Contra Vida (DERCCV) / Foto: Extra de Rondônia

O delegado Núbio Lopes, responsável pela Delegacia Especializada na Repressão e Crimes Contra Vida (DERCCV), recebeu à reportagem do Extra de Rondônia nesta sexta-feira, 18, na Unisp, para explicar e avaliar os desdobramentos dos casos de homicídios ocorridos na última quinta-feira em Vilhena.

De acordo com Núbio, os crimes –  que resultaram na morte de Fernando Rogério de Oliveira, de 24, conhecido como “Repolho”, Gilson José dos Santos, de 23 anos, o “De menor”, e outras três vítimas que foram feridas com disparos de arma fogo – possam se tratar de um acerto de contas pessoal ou uma guerra entre as facções Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Estamos apurando esses dois casos; está muito cedo para saber os motivos desses dois homicídios; são casos complexos que requerem um longo prazo de investigação”, observou o delegado.

PRIMEIRO CRIME

O delegado analisou os primeiros crimes ocorridos na conveniência de um posto de combustível no centro de Vilhena. Rute Lopes da Silva, que pilotoava uma moto, foi atingida com 11 disparos e está hospitalizada. Na ocasião, Fernando Rogério de Oliveira (leia AQUI), que estava na garupa da moto, foi assassinado a tiros. Rute era companheira de Fernando há um ano.

Segundo Núbio, ela não tem passagens pela polícia e devido a situação de estar hospitalizada na Unidade Terapia Intensiva (UTI), não foi possível levantar detalhes sobre o crime. Contudo, reforçou que o frentista do posto, que foi alvejado com um tiro na perna (leia AQUI), está fora de perigo e foi liberado do Hospital Regional de Vilhena.

SEGUNDO CRIME

Em relação ao segundo crime, o delegado ressaltou que a morte de Gilson José, conhecido como “De menor”, no setor 9, possa se tratar de uma vingança pessoal, mas não se descarta um possível acerto de contas entre facções (leia AQUI).

Franciele Pereira – esposa de Gilson que foi atingida com dois disparos no local do crime – está no Hospital e seu estado é estável.

Núbio disse também que esses tipos situações vão acontecer e a sociedade tem que estar preparada. “Infelizmente, a sociedade tem que estar acostumada com isso e precisa entender que existe uma penitenciária onde há duas das maiores facções criminosas que é o PCC e o CV.  A sociedade tem que parar de deixar toda a responsabilidade à polícia. É preciso que as pessoas colaborem fornecendo informações se querem uma resposta. A mesma sociedade que não quer ajudar com órgãos de segurança pública, quer que resolva os casos”, finalizou.

 


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