Ceará visitou a redação do site / Foto: Extra de Rondônia

O líder comunitário vilhenense Ivan Bezerra de França, de 47 anos, mais conhecido por “Ceará da Assossete”, visitou a redação do Extra de Rondônia na manhã desta quinta-feira, 14.

Preso sob acusação de violentar uma idosa no município de Ministro Andreazza, Ceará disse que não há provas do suposto crime e que, agora em liberdade, vai provar sua inocência à sociedade.

Ele ficou preso durante 81 dias no presídio de Cacoal e a revogação de sua prisão preventiva foi acatada no final da tarde desta quarta-feira, 13.

Ao site, Ceará esclareceu a controvérsia de sua prisão. “No dia que fui preso, estive visitando algumas casas, uniformizado como vendedor mostrando e oferecendo os produtos de limpeza que comercializo. Em dado momento, cheguei na casa da senhora idosa que me acusou e, como é praxe, ofereci os produtos na área da casa e depois retirei-me. Não sei de onde ela tirou que entrei na cozinha e que eu quis violentá-la. Isso não aconteceu”, explica.

Ceará disse que foi detido pela polícia quando visitava outras casas nesse município.

Ele garante que foi bem tratado no período em que esteve na prisão e agradeceu a direção e os agentes penitenciários do presídio de Cacoal.

Em liberdade, o líder comunitário afirma que continuará sua vida normalmente, vendendo seus produtos de limpeza “sem baixar a cabeça para ninguém”.

Também fez questão de parabenizar o advogado Carlos França, que o defendeu durante todo o procedimento judicial e também aos familiares e amigos. “Nunca fui preso na minha vida e a justiça também entendeu isso. O meu histórico é outro. Provarei minha inocência. Agradeço a todos os meus amigos que neste tempo ficaram preocupados, comigo e minha família”, encerrou.

MANIFESTAÇÃO DO MP

O juiz de Direito Ivens dos Reis Fernandes acatou o pedido após manifestação do Ministério Público pelo deferimento do pedido de soltura do líder comunitário após findar a instrução processual com a oitiva das vítimas e demais testemunhas e interrogatório do acusado.

Disse o MP que a prisão preventiva fora decretada em razão da necessidade da garantia da ordem pública e para evitar o contato do acusado com as vítimas. Mas, analisou a folha de antecedentes criminais do vilhenense, que não apresentou registros, além da apresentação de residência fixa e trabalho lícito.

Ceará agradeceu o apoio do advogado Carlos França que defendeu o caso / Foto: Extra de Rondônia

O CASO

Ceará foi preso na tarde de 28 de agosto deste ano na cidade de Ministro Andreazza.

Conforme Boletim de Ocorrência (BO) 154216/2019, uma guarnição da Polícia Militar (PM), foi chamada pela vítima T.M.B, de 81 anos, no qual contou que tinha sido vítima de violência sexual em sua casa localizada na Avenida Bahia no centro da cidade (leia mais AQUI).


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