Foto: Ilustrativa

Rondônia é um dos maiores produtores de bovinos e bubalinos do Brasil e, como resultado dos autos investimentos e do rigor no combate e controle de doenças que podem acometer o rebanho, segundo auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Estado, hoje, tem potencial para se tornar área livre de febre aftosa sem a vacinação.

O anúncio, que deve refletir positivamente no setor de negócios e exportação, foi feito na última quinta-feira 21, durante reunião do Bloco I, no Acre.

De acordo com o Mapa, a avaliação feita pelos auditores do Ministério, que estiveram em Rondônia no último mês de outubro, quando se constatou sobretudo o investimento feito neste ano na Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), para aquisição de veículos novos, barcos, implantação de videomonitoramento e construção e reforma das unidades locais (Ulsav) e de atendimento ao produtor, bem como o cumprimento das ações previstas no plano estratégico, capacita o Estado a suspender a vacinação.

“Como se trata de uma decisão de Estado, agora, a Idaron vai se reunir com as instituições que são intrinsecamente ligadas ao agronegócio e, seguindo determinação do governador Marcos Rocha, ajudará a projetar as próximas ações para efetivar o plano de suspensão da vacina”, explicou o presidente da Agência Idaron, Júlio Cesar Rocha Peres.

Rondônia compõe o Bloco I, dos Estados que pleiteiam o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Também compõem o bloco o Acre, 13 municípios do Amazonas e quatro do Mato Grosso. Desse último, apenas 1% do rebanho está incluso na área do Bloco I, por conta da posição geográfica de criação e de comércio.

A 5ª reunião do Bloco I foi realizada na Federação da Indústria do Acre e contou com representantes das Agências estaduais de Defesa Sanitária Animal e do setor produtivo dos quatro Estados que integram o bloco, além de representantes do Mapa de cada Estado e do diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Morais, e do chefe de Divisão da Febre Aftosa, Diego Viali, ambos de Brasília.

“Estamos muito próximos de suspender a vacinação contra febre aftosa, falta pouco e muito se deve à colaboração do produtor rural agropecuário que, entendendo a importância dessa iniciativa para a cadeia produtivo e para a economia, tem colaborado com as ações da Idaron”, avaliou Júlio Peres.


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