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França Silva, Samir Ali e Carlos Suchi não medidaram palavras para questionar prefeito vilhenense / Foto: Extra de Rondônia

Como era esperado, servidores municipais que participam da greve compareceram na noite desta terça-feira, 3, em peso, na sessão da Câmara de Vereadores de Vilhena.

Na ocasião eles receberam apoio unanime do plenário após provocação do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul (Sindsul), e mais contundente em manifestações na tribuna partindo de Samir Ali (PSDB), França Silva (PV) e Carlos Suchi (Podemos).

Os três vereadores não mediram palavras para criticar a conduta do prefeito Eduardo Japonês (PV), que em plena crise resolveu se ausentar da cidade, viajando para Santa Catarina e São Paulo (leia AQUI).

A participação dos grevistas na sessão começou com pronunciamento do presidente do Sindsul, Wanderley Ricardo Campos Torres, na tribuna do plenário, justificando os motivos para o movimento de protesto do funcionalismo (leis mais AQUI)

Em determinado momento, ele chamou os vereadores ao compromisso, pedindo para que os que apoiavam a causa dos servidores se colocassem em pé. Diante de um auditório lotado de grevistas, os parlamentares não tiveram muita escolha, e todos se levantaram.

Em seguida, com a abertura dos discursos da noite, os vereadores Samir, França e Suchi usaram a palavra para comentar o assunto, sempre em tom crítico ao prefeito.

O primeiro a falar foi Samir, que contestou informações prestadas pela prefeitura quanto a valorização do funcionalismo pela atual gestão. “Foram apresentados dados relativos a outras gestões e o cumprimento de normas federais acabaram sendo mostrados como se fossem ações de iniciativa do atual prefeito em favor dos funcionários”, declarou Samir, deixando bem entendido que acredita que, na verdade, a administração vilhenense está mentindo com o material veiculado pela imprensa oficial.

Em determinado momento de sua fala, o vereador chegou a emocionar-se indo às lágrimas, o que provocou reação estridente no público.

França Silva também foi bastante ácido com relação a conduta do prefeito Eduardo Japonês, “que mesmo com a Câmara trabalhando para dar condições de que fosse cumpridos os acordos com o funcionalismo não o fez e se fechou ao diálogo”.

O vereador também não concordou com o prefeito ter resolvido se ausentar da cidade justamente neste momento em que sua presença aqui é fundamental para que o impasse seja resolvido.

Finalizando, ele disse que a postura de deixar evidente que “não está nem aí para a greve e que não tem proposta a apresentar” no final das contas acaba gerando problemas é para a população. “Precisamos reestabelecer o diálogo para resolver esta crise o mais rápido possível”, analisa.

Por sua vez, Carlos Suchi não economizou no verbo ao falar sobre a questão. Ele usou o termo “mentira” algumas vezes, e disse que a viagem repentina do prefeito provavelmente não estava agendada com antecedência, como foi dito. “Ele não queria, estava com medo, de encarar vocês”, disse o vereador aos grevistas.

Suchi também usou palavras do prefeito proferidas na época da campanha contra ele próprio: “o prefeito dizia na campanha que não faltava dinheiro, faltava gestão, e pelo jeito isso permanece em falta na prefeitura de Vilhena”.

Apesar de supostamente contar com a maioria dos integrantes do Poder Legislativo em seu grupo político, na noite de ontem o prefeito de Vilhena não dispôs de sequer um parlamentar que usasse o microfone para defender sua administração diante das críticas.

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