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Coluna escrita por Humberto Lago/Foto: Extra de Rondônia

No cancioneiro gaúcho existe uma música denominada Mala de Garupa. Ela conta a história de um menino, que diante da morte súbita do pai, pede à mãe que, das roupas velhas do pai, lhe faça: 1-Uma mala de garupa (feita de tecido e usada nos cavalos); 2-Uma calça velha (bombacha); 3-Declara que quer estudar e aprender; 4-Que quer casar-se com uma pessoa específica; e 5-Que vai imitar rigorosamente o pai no vestuário, na aparência e valores! Perceba que aquele menino já pensava em casar-se e formar um lar.

O gaúcho típico é uma pessoa simples, que trabalha no campo e com seu cavalo cuida do gado. Ele é extremamente apegado à tradição e valores, à família e à sua terra. Dificilmente ele abandona suas origens.

Alguém pode perguntar: Qual a relação disto tudo com nossos empresários, empresas e atual conjuntura? Resposta: muita! Sempre que uma organização se dispõe a identificar e definir seus principais valores, a mantê-los e cultivá-los, a compartilhá-los com seus funcionários, ela está plantando uma semente diferenciada e valiosa.

Vivemos um tempo de ansiedade e depressão; de ausência de ética e princípios; de desprezo à família e à fé. A reunião desses fatores constitui um perigo eminente, colocado bem na nossa frente. Quando isso ocorre, fica evidenciado que há algo errado conosco. Não foi para isso que fomos criados. Precisamos repensar nossas vidas e prioridades.

Se tivermos apego à terra natal, teremos comprometimento. Se valorizarmos a família, compreenderemos que as empresas existem para unir pessoas diferentes e aprimorar desempenhos. Se amarmos nossa terra, família e valores, certamente nossas empresas terão um foco e nossos funcionários terão um referencial.

Quando os estudiosos diagnosticaram que as organizações só seriam sustentáveis se resolvessem criar uma Visão, Missão e Objetivos, eles estavam concluindo que a vida humana precisa de fundamentos, de conteúdo e de um propósito. As empresas devem, além do trabalho, gerar riqueza e satisfação pessoal, impulsionar a formação de equipes, estimular a integração e eficiência.

Um ser humano sem valores e ética é uma deformidade da natureza! Lares constituídos sobre fundamentos sólidos suportam melhor as maiores provações. Empresas constituídas sobre alicerces autênticos dispõem de um poder interior capaz de conduzi-las a prosseguir, vencendo os desafios.

Não podemos ser uma geração sem propósitos, nem mesmo com propósitos errados! A indiferença ao passado, origens e valores transforma as pessoas em fúteis e insensatas! Creio que este início de ano é o tempo propício a repensar nosso futuro, a partir de nosso passado. Pense nisso enquanto lhe digo até a semana que vem.

 

 

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