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Presidente Jair Bolsonaro / Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro realizou o terceiro pronunciamento em cadeia nacional, na noite da terça-feira 24, sobre a crise do coronavírus. Durante os quatro minutos em que discursou, ele defendeu a reabertura de escolas, o fim do confinamento e ainda culpou a mídia por “histeria”. Bolsonaro também elogiou o trabalho do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta.

“Desde quando resgatamos os nossos irmãos em Wuhan, na China, numa operação coordenada pelos ministérios da defesa e relações exteriores, surgiu para nós o sinal amarelo. Começamos a nos preparar para enfrentar o coronavírus, pois sabíamos que mais cedo ou mais tarde ele chegaria ao Brasil. O nosso ministro da saúde reuniu-se com quase todos os secretários de saúde dos estados para que o planejamento estratégico de enfrentamento ao vírus fosse construído.  Desde então, o doutor Henrique Mandetta vem desempenhando um excelente trabalho de esclarecimento e preparação do SUS para atendimento de possíveis vítimas”, narrou o presidente.

No entanto, Bolsonaro culpou a mídia por noticiar sobre a crise da doença na Itália, o que, segundo ele, causou “histeria”. “O que tínhamos que conter naquele momento era o pânico, a histeria e, ao mesmo tempo, traçar a estratégia para salvar vidas e evitar o desemprego em massa. Assim fizemos, quase contra tudo e contra todos. Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão e espalharam exatamente a sensação de pavor, tendo como carro chefe o anúncio do grande número de vítimas na Itália, um país com grande número de idosos e com o clima totalmente diferente do nosso. O cenário perfeito potencializado pela mídia para que uma verdadeira histeria se espalhasse no país. Contudo, percebe-se que de ontem para hoje, parte da imprensa mudou seu editorial, pede calma e tranquilidade. Isso é muito bom. Parabéns, imprensa brasileira. É essencial que o equilíbrio e a verdade prevaleça entre nós”, apontou.

Em outro trecho, Bolsonaro voltou a criticar alguns governadores por medidas restritivas e pelo fechamento das escolas. Ele defendeu a volta da “normalidade” no país.

“O vírus chegou. Está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Empregos devem ser mantidos, o sustento da família deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo têm mostrado que um grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, questionou.

O chefe do executivo disse ainda que são “raros” os casos fatais de pessoas saudáveis com menos de 40 anos de idade. “90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim, é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros. Em especial, aos nossos queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde.”

Segundo Bolsonaro, caso contraísse a doença, “não precisaria se preocupar”. “Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou teria. Quando muito acometido por uma gripezinha ou um resfriadinho, como bem disse aquele conhecido médico, daquela conhecida televisão (Drauzio Varella)”.

Bolsonaro voltou a falar ainda do cloroquina, que ainda não tem eficácia comprovado contra o vírus. “Enquanto estou falando, o mundo busca um tratamento para a doença. O FDA americano e o Albert Einstein em São Paulo, buscam a comprovação da eficácia da cloroquina no tratamento do Covid-19. Nosso governo tem recebido notícias positivas sobre esse remédio fabricado no Brasil, largamente utilizado no combate à malária, ao lúpus e artrite. Acredito em Deus, que capacitará cientistas e pesquisadores do Brasil e do mundo na cura dessa doença”, ressaltou.

No fim, Bolsonaro aproveitou para fazer uma rápida homenagem aos profissionais de saúde que vem atuando contra a Covid-19. “Sem pânico ou histeria como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos de estar vivendo nesse novo Brasil que tem tudo para ser uma grande nação. Estamos juntos, cada vez mais unidos. Deus abençoe nossa Pátria”, concluiu.

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