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Unir, campus de Vilhena / Foto: Extra de Rondônia

Com atividades acadêmicas presenciais suspensas frente à disseminação da pandemia do covid-19, muitas universidades aderiram a medida provisória das aulas à distância.

Entretanto, a única instituição pública no Estado, a Universidade Federal de Rondônia (Unir), parece ser contra a educação à distância.

Em grupos de WhatsApp, acadêmicos do campus de Vilhena questionaram o motivo da Unir não aderir ao método para não perder o ano letivo.

O estudante Carlos Gonçalves, 23, conta que está no penúltimo período do curso de administração, no campus de Vilhena, e está insatisfeito por perder o primeiro semestre letivo de 2020.

“Entrei em contato com a direção do campus e me informou que não seria possível a aula à distância porque muitos acadêmicos não têm acesso à internet. E disse que as aulas retornarão após a situação da pandemia acalmar”, disse.

Para o acadêmico de contabilidade, Gilmar Chagas, 45, enquanto as secretarias estaduais e municipais do Brasil buscam soluções para o ano letivo não ser prejudicado em sua totalidade, o Campus da Unir em Vilhena está praticamente paralisado e não há manifestação dos docentes que estão há meses em casa.

“Certamente, os grandes prejudicados seremos nós, que teremos o semestre perdido”, pontuou.

A estudante XVIII de contabilidade, Thaina Farias, 32, relata que desde que entrou, percebeu que a Unir é uma “universidade desorganizada”, com muitas falhas nos departamentos.

“Assim que iniciei o curso não tinha professores, o sistema on-line de matriculas com falha, e, quando tem professor, estão de atestado ou doente. Minha irmã, que faz jornalismo, têm a mesma opinião da universidade. E os salários dos professores caindo na conta direitinho todos os meses”, finalizou.

A reportagem do Extra de Rondônia entrou em contato com a assessoria da UNIR e a reitoria, mas os telefones não foram atendidos.

MINISTRO RECOMENDOU

Apesar de a modalidade ter sido recomendada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub,  60% das universidades federais rejeitaram o ensino a distância na quarentena, alegando não ter condições de ofertar atividades com a mesma qualidade do ensino presencial e garantir que todos os estudantes tenham acesso ao conteúdo (leia mais AQUI).

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