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Anualmente, evento reúne cerca de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista/Foto: Reprodução

As Paradas do Orgulho LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais queers, intersexuais, assexuais e outras minorias sexuais) precisaram se adaptar às exigências sanitárias impostas pela pandemia do novo coronavírus.

Ao invés de colorir as ruas do Distrito Federal com a tradicional bandeira arco-íris, organizadores do evento na capital decidiram celebrar a diversidade, amanhã, em uma ação na internet, com apresentações artísticas, culturais e educativas.

Em 23 anos, esta é a primeira vez que a Parada de Brasília não irá para a rua. “A Parada é o maior atos de direitos humanos da história do Brasil e, mesmo no ambiente virtual, estamos otimistas para o evento. Neste ano, nosso tema é ‘Orgulho-20 — somos maiores’, a ideia é dizer que somos maiores do que a pandemia, do que a discriminação e do que o preconceito”, explica o co-coordenador do Brasília Orgulho, grupo que organiza a Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, Welton Trindade.

Desta vez, o público terá a opção de assistir a palestras, discussões e apresentações on-line durante todo o domingo. Além da programação na web, será lançada uma loja virtual de itens estampados com o arco-íris de seis cores, o símbolo do movimento LGBTQIA . “Fazer a Parada na internet foi a solução que encontramos nos tempos de pandemia. A proposta é de que, mesmo que não possamos estar na rua, o sentimento de orgulho não se enfraqueça”, friza Trindade.

Welton ressalta que a Parada de Brasília é simbólica por desfilar em frente ao Congresso Nacional, palco de debates importantes para o Brasil. Para Trindade, por mais que seja um movimento que acontece no DF, existe a responsabilidade de representar a comunidade LGBTQIA de todo o país. “Por isso que precisamos que esse evento se mantenha, porque temos que continuar mandando essa mensagem de diversidade aos políticos”, diz.

Igualdade

Apesar dos avanços importantes recentes, como a criminalização da LGBTfobia, em 2019, o co-fundador do Coletivo Distrito Drag, o artista Diego Lago diz que ainda há muito o que progredir para que os direitos conquistados por gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros e demais minorias sejam plenamente respeitados. “De fato, tivemos muitas conquistas, principalmente nas questões legislativas, mas o Brasil ainda é o país que mais mata LGBTQIA , então é preciso que a gente continue se manifestando, mostrando para as pessoas que merecemos respeito”, argumenta.

No Brasil, um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2018, mostrou que, a cada 20 horas, um LGBTQIA é assassinado ou comete suicídio vítima da LGBTfobia. Por aqui, de acordo com o estudo, os homossexuais sofrem mais violência do que nos 13 países do Oriente Médio e África, onde há pena de morte para pessoas que se declaram LGBTQIA .

É para combater esse tipo de abuso que as ações de amanhã são focadas na visibilidade, na promoção e na defesa dos direitos da população LGBTQIA . “É uma forma de mostrar que devemos, sim, ocupar espaços com o nosso amor, com as nossas cores e nossa forma de amar. Nós sabemos que, para alcançar uma sociedade mais igualitária, nós precisamos conscientizar as pessoas, e a Parada é uma maneira de fazer isso”, defende Diego Lago, que interpreta a drag Mary Gambiarra.

Durante todo o dia de amanhã, serão disponibilizados vídeos com apresentações culturais, educacionais e artísticas. Para conferir, basta acessar a página Brasília Orgulho, no Facebook, ou o perfil @brasiliaorgulho, no Instagram

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