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Coluna escrita por Humberto Lago/Foto: Acervo Extra de Rondônia

Apesar da crise, uma de nossas empresas vem passando por um período de crescimento expressivo, com a expectativa de resultados operacionais e financeiros acima da média.

Numa situação dessas, normalmente todas as coisas costumam ir bem; existe um otimismo generalizado percorrendo todos os níveis hierárquicos; investimentos tendem a ser aprovados com mais facilidade e rapidez.

Conversando com o diretor ele me disse que uma de suas preocupações, na atualidade, era com a área de recursos humanos, ou seja, com as pessoas. Aquela resposta me surpreendeu. Imaginava que houvesse certa apreensão quanto à obtenção dos resultados projetados, ou com a logística, ou com os novos desafios da área comercial, ou com a ocupação integral da capacidade produtiva, ou mesmo na área financeira.

Quando foi mencionado Recursos Humanos, logo entendi que ele abrangia duas vertentes: A-O quadro funcional tradicional; e B-Os novos colaboradores recentemente contratados. São dois aspectos distintos, mas que requerem idêntica atenção da administração. É preciso identificar, em ambos, as maiores dificuldades existentes; estabelecer um curso de ação; encontrar soluções prováveis; e a seguir tratá-las de modo conveniente.

Ao se trabalhar com idêntico volume de negócios, por vários meses consecutivos, é natural manter os gastos mensais em certos níveis; costuma-se identificar que os percentuais das despesas em relação às vendas são semelhantes; os custos de produção conservam-se estáveis, observando ligeiras variações decorrentes da evolução dos índices inflacionários.

A experiência tem demonstrado que o perfil de uma empresa tradicional, com participação estável no seu mercado, é diferente de uma empresa que está em processo de franco crescimento. Às vezes o novo, requer pessoas com maior dinamismo, com habilidade de inovar e se comunicar, com capacidade de interagir melhor com as pessoas, propensão maior e sensibilidade aos avanços do mundo digital.

A transição de uma empresa tradicional e estável, para uma empresa moderna e em crescimento, deve atentar para as novas demandas dos clientes, bem como para as novas modalidades de comercialização. Por esse motivo é oportuno pensar e estudar, avaliar e planejar essas implicações antes que elas ocorram.

Às vezes a direção resolve fazer investimento de milhões e não planeja gastar algumas horas para comunicar adequadamente aos seus funcionários os novos desafios que a empresa enfrentará. Seria uma insensatez não abordar prévia e convenientemente as mudanças esperadas, com os colaboradores. De igual forma, seria insensato pretender cobrar resultados operacionais e financeiros mensalmente dos funcionários sem comunicar-lhes previamente o que deles é esperado.

Mesmo que sua empresa não esteja passando por um processo destes, aproveite a oportunidade para se imaginar nele. É sempre educativo e oportuno participar deste exercício, inclusive porque ele amplia a visão dos administradores e pode aprimorar seu planejamento estratégico. Eu creio nisso!

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