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Coluna escrita por Sérgio Pires/Foto: Ilustrativa

Durante pelo menos duas décadas, com ênfase nos últimos 15 anos, o Brasil viveu sob o tacão de uma espécie de República Sindicalista.

Mais de um sindicato para cada categoria, centrais sindicatos irrigadas com milhões de reais do bolso dos trabalhadores, pagamento de imposto sindical obrigatório, transformaram entidades classistas, principalmente as de trabalhadores (mas também algumas patronais), em verdadeiras máquinas de fazer dinheiro.

Não se pode generalizar, mas muitas delas utilizavam os recursos abundantes para funções que extrapolavam, em muito, o interesse dos seus filiados. O poder financeiro das centrais sindicais,  por exemplo, influenciava muito, inclusive, na eleição de vários sindicalistas, com gastanças imensas para chegarem às Câmaras Municipais, Prefeituras, Assembleias Legislativas,  Congresso Nacional e, obviamente, a Presidência da República. Agora, a história mudou radicalmente.

O fim da República Sindicalista nunca esteve tão próximo. Vejamos alguns números: em 2017, por exemplo, a poderosa Central Única dos Trabalhadores, a CUT, braço sindicalista mais importante do PT, recebeu nada menos do que 62 milhões e 300 mil reais. No ano seguinte, depois que caiu o imposto sindical obrigatório, os cofres da CUT emagreceram para 3 milhões e 500 mil reais. Já em 2019, o mesmo valor foi de apenas 442 mil reais. Ou seja, em apenas três anos, ou apenas 0,7 por cento do que recebeu em 2017.

Outra Central, a Força Sindical, do até agora poderosa Paulinho da Força, que, aliás, está sendo investigado na Operação Lava Jato, também entrou no mesmo ritmo. Dos 51 milhões e 300 mil recebidos em 2017, a arrecadação caiu para praticamente dez vezes menos (5 milhões e 300 mil) em 2018 e, no ano passado, a queda chegou a apenas 948 mil.

A terceira mais forte entidade classista do país, a União Geral dos Trabalhadores, igualmente naufragou, com a nova legislação, que cortou o imposto obrigatório. A UGT recebeu, em 2017, nada menos do que 46 milhões de reais. No ano seguinte, caiu para 5 milhões e 300 mil e já em 2019, a soma não passou de 1 milhão de reais. Quarenta e seis vezes menos.

Mas não foi entre as entidades de trabalhadores que os cofres antes recheados, agora minguaram. A poderosa Federação das Indústrias de São Paulo, a Fiesp, que reúne a nata do empresariado, em 2018 faturou quase 17 milhões de reais, No ano passado, a entidade mal chegou aos 3 milhões e 500 mil reais. A partir de agora, todas essas instituições terão que se renovar, para não acabarem fechando as portas.

NA CAPITAL, RECORDE DE MORTES EM JUNHO

Os números de mortos em Porto Velho são assustadores. Comparados com os últimos anos, só em termos de vidas perdidas no mês de junho, superamos em 38 apenas de vítimas da Covid 19. Só para se ter ideia, em junho do ano passado o total de óbitos na Capital chegou a 272, com pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, vitimadas das mais diversas causas. Pois no mesmo mês deste 2020 da pandemia, os números saltaram.

Foram 602 as mortes, 310 delas apenas de vítimas do corona. O percentual de crescimento, em junho, foi de 45 por cento a mais. Outros 292 falecimentos tiveram causas diferentes que não a Covid. Em apenas um semestre, por causa da doença, os números saltaram. Basta comparar com os três  anos. De janeiro a junho de 2018, o total de mortes chegou a 1.644 óbitos registrados na cidade.  Em 2019, 1.641, ou seja, três mortes a menos que no ano anteriores. Agora, em 2020, o semestre, por causa do corona, cresceu 13,5 por cento.

O VAI E VEM DE LUIZÃO EM ROLIM

Mais uma confusão generalizada, causada pela legislação eleitoral. O prefeito de Rolim de Moura, Luizão do Trento, foi defenestrado, voltou ao cargo, foi cassado de novo e, agora, volta a comandar a cidade, na reta final do seu mandato. É o efeito sanfona, com tantas decisões contraditórias. Uma coisa absurda, uma gastança desnecessária, uma discussão que vai e volta e que deixa a comunidade maluca, com tantas mudanças.  Primeiro, depois de mais de três anos no cargo, Luizão foi considerado inocente por eventual crime eleitoral.

Pouco tempo depois, em novo recurso, foi cassado pelo TRE rondoniense. Em seu lugar, assumiu o Presidente da Câmara, para completar o mandato. Em seguida, também com o apoio do Tribunal Regional, ficou decidido que haveria uma eleição indireta, onde os vereadores escolheriam o nome para o mandato tampão.

O TSE decidiu completamente ao contrário. Mandou o prefeito Luizão voltar ao cargo, num vai e volta inacreditável. Espera-se, agora, que a ONU não intervenha e mande Luizão  para casa de novo. Coisa absurda, a que somos submetidos, por legisladores malucos, que criam essas leis sem pé nem cabeça.

HILDON SÓ DECIDIRÁ NA 25ª HORA

Sem necessidade de deixar o cargo para concorrer à Prefeitura, Hildon Chaves provavelmente vai deixar para a 25ª hora, ou seja, no último prazo possível, para anunciar seu disputará ou não um segundo mandato. Ele tem deixado no ar mensagens nos dois sentidos. No caso de ir à reeleição, destaca-se, por exemplo, o grande pacote de obras que está sendo feito nos bairros e também no centro da cidade, com o apoio da grande maioria dos componentes da bancada federal, mas principalmente do senador Marcos Rogério, do DEM, seu aliado de primeira hora.

Há meses atrás, algumas pesquisas eram desfavoráveis ao atual prefeito, que enfrentava, ao mesmo tempo, uma série de dificuldades.  Hoje, o quadro mudou. Se conseguir ainda resolver a questão do transporte público (agora empacado, de novo, por decisão judicial!), Hildon resolverá um problema de décadas. Tem uma relação infindável de serviços a mostrar e, ao final dos seus quatro anos, terá sim mudado muitas áreas importantes da Capital, embora não todas, claro, porque para isso são necessários pelo menos mais cinco mandatos seguidos. De vários prefeitos…

DECISÕES DIFERENTES DUAS VEZES AO DIA

Em termos de obras, poucas vezes tantos bairros viram tanta coisa sendo feita ao mesmo tempo. E isso num momento complexo, de uma pandemia que há gerações o mundo não via e que atingiu em cheio a Capital. Ou seja, no caminho para a reeleição, Hildon teve grandes desafios, mas também amealhou fortes trunfos. No sentido contrário, de não ir à reeleição, igualmente há indícios fortes. Primeiro, uma resistência familiar fortíssima.

E isso pode ser fundamental na Hora H da decisão. Depois, o fato de, ao não se decidir, ter aceitado que partidos parceiros e lideranças aliadas começassem a lançar candidaturas próprias. Afora isso, o Prefeito tem tomado algumas medidas que, ao menos historicamente, não são comuns a quem vai se candidatar, como tirar ambulantes de praças e outras ações mais duras, cumprindo rigorosamente a lei, mas cooptando, certamente, a antipatia desse público. Neste sentido, teve coragem de fazer o que outros não fizeram, mas, certamente, há um preço eleitoral a ser pago por isso.  Enfim, o tempo está passando. A última vez em que falou sobre o assunto, Hildon Chaves disse que pensava em ser candidato de manhã e pensava em não ser à tarde. Agora, só resta esperar pela decisão dele.

MÁXIMO ESTÁVEL, MAS VÍDEO ASSUSTOU…

As cenas, embora sempre parecidas e filmadas do mesmo ângulo, assustam, muito mais para quem não conhece como funciona uma UTI e o que ela significa para a vida das pessoas que nela estão internadas. Um vídeo divulgado nesta quarta, de alguns poucos segundos, mostra o dr. Fernando Máximo, secretário de saúde do Estado, guerreando pela vida, afetado que foi pela Covid 19, a doença que está desesperando a todos.

Máximo está com dificuldades de respirar desde que começou a sentir os primeiros sintomas mais fortes da doença e precisou ser internado, no final de semana, até por prevenção, porque desde segunda-feira seu estado é considerado estável. Ele não foi entubado, como o são os pacientes mais graves, afetados pelo corona vírus, mas respira com a ajuda de aparelhos. Embora o tratamento não seja tão complexo quando a entubação,  quem viu o vídeo nas redes sociais ou nos sites que o divulgaram, se assustou, certamente.

PARCEIROS PEDEM ORAÇÕES E TORCEM PELA MELHORA

Fernando Máximo entrou na batalha contra a pandemia bem antes do que ela começou a fazer vítimas no Brasil  todo e especialmente em Rondônia. Esteve sempre na linha de frente e seu trabalho conquistou o respeito dos seus colegas médicos e da equipe da saúde pública, que ele comanda. Começou a sentir os sintomas da doença e já na sexta-feira estava com dificuldades de respirar.

Acabou internado na UTI do Hospital 9 de Julho. Familiares, amigos e companheiros da Sesau divulgaram nota na manhã desta quarta-feira. O texto diz que “o  quadro de saúde do Dr. Fernando Máximo tem melhorado gradativamente e, com certeza, a oração de todos tem colaborado decisivamente para que isso ocorra, além do esforço de toda a equipe de saúde que vem trabalhando dia e noite na sua recuperação.

Continua internado na UTI, mas estável e consciente

Com fé em Deus, em breve poderá voltar a ajudar a salvar vidas, ofício que realiza há tantos anos. Pedimos que todos continuem em oração”. Lutador incansável, Máximo certamente vencerá mais essa batalha dura da sua vida.

QUARTA: MENOS CASOS, MENOS MORTES

Depois de uma terça-feira cheia de más notícias, incluindo-se aí mais 16 mortes, a quarta-feira chegou com números menos agressivos de casos e mortes causadas pelo coronavírus no Estado. Foram apenas 389 novas contaminações (já são 27.917 casos) e quatro óbitos, bem menos do que os número de três dias atrás. No total, atualizando-se os dados divulgados pela saúde pública nesta quarta, já são 667 óbitos registrados desde o início da doença.

O pico foi em junho, onde apenas na Capital, mais de 310 pessoas morreram. O total de doentes internados é de 432, das quais 173 ou 40 por cento, estão em leitos de UTI. Há também notícias menos ruins. Por exemplo: o Estado já superou os 100 mil testes realizados e, até a noite da quarta, 17.262 pacientes estão curados, o que representa quase 62 por cento do total de infectados. O número de mortos (667), representa 2,3 por cento do total de casos registrados em Rondônia.

ROCHA GOVERNA DE CASA, MESMO EM QUARENTENA

Pena que autoridades sérias deem atenção à Fake News e percam tempo respondendo a bobagens como as que “informavam” que, com o governador Marcos Rocha em quarentena, o secretário chefe da Casa Civil teria assumindo o comando do Estado. Besteirol puro!. Marcos Rocha não se afastou do cargo. Está cumprindo a quarentena em casa, como manda o protocolo que orienta as prevenções contra a doença, porque a esposa dele, a primeira dama Luana Rocha, foi testada positiva para o corona.

Ela não tem sintomas graves e está bem, assim como o próprio Governador, que, seguindo as orientações da saúde pública e se auto isolou, para não correr o risco de, caso também tenha sido contaminado, possa passar a doença adiante. Rocha continua firme no comando, trabalhando em Home Office, como tantas autoridades do país afora, incluindo-se aí o presidente Jair Bolsonaro, ele sim, atingido pela Covid 19.

Caso não pudesse se manter no Poder, por qualquer motivo ou tivesse que se afastar do cargo por mais de 15 dias, o sucessor do Governador seria o vice, Zé Jodan. Ou seja, dar bola para conversa fiada de redes sociais ou de fontes que não têm qualquer credibilidade, é, antes de tudo, uma total e absoluta perda de tempo.

PERGUNTINHA

Você acha que o ministro Gilmar Mendes deveria se desculpar por ter afirmado que o Exército estaria apoiando um genocídio, no caso das mortes pela Covid 19 no Brasil ou acha que ele falou a verdade e que a reação contra ele, de parte das Forças Armadas, foram exageradas?

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