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Foto: Ilustrativa

A análise dos produtos da piscicultura exportados no segundo trimestre de 2020 indica que houve um aumento das categorias de peixes inteiros congelados, óleos e gorduras, que atingiram respectivamente US$ 539 mil e US$ 418 mil.

Apesar de totalizar o menor volume entre as categorias de produtos, os filés congelados também apresentaram forte aumento no segundo trimestre, passando de US$ 35 mil no primeiro trimestre para US$ 88 mil, ou seja, um incremento de 152%.

A categoria “outros filés”, que incluem os filés frescos e refrigerados, continua sendo o item mais exportado com US$ 784 mil, porém com redução se comparado com o primeiro trimestre (US$ 1,7 milhão).

No segundo trimestre de 2020, as exportações da piscicultura brasileira totalizaram US$ 2,3 milhões, apresentando uma queda de 29% comparado com o primeiro trimestre de 2020 (US$ 3,2 milhões). No entanto, no acumulado do semestre as exportações da piscicultura apresentaram um aumento de 33% com relação ao mesmo período de 2019, passando de US$ 4,1 milhões para US$ 5,5 milhões.

A análise das espécies exportadas indica que a tilápia manteve sua posição de destaque nesse segundo trimestre de 2020 com US$ 1,904 milhão, porém com redução comparado com o primeiro trimestre. As únicas espécies que apresentaram aumento nesse segundo trimestre foram tambaqui (US$ 94 mil) e dourada (US$ 115 mil).

No acumulado do semestre a tilápia respondeu por 86% do total exportado, com US$ 4,7 milhões. Os curimatás (US$ 339 mil) e o tambaqui (US$ 173 mil) foram, respectivamente, a segunda e a terceira espécies mais exportadas entre janeiro e junho de 2020.

No comparativo com o primeiro semestre de 2019, percebesse que, apesar do volume exportado de tilápia ter aumentado 23%, houve uma redução da participação desta espécie no total de exportações da piscicultura, que passou de 92,63% no primeiro semestre de 2019 para 85,99% no primeiro semestre de 2020. Destacasse o aumento expressivo das exportações de curimatás, passando de US$ 85 mil no primeiro semestre de 2019 para US$ 339 mil no primeiro semestre de 2020.

Com relação aos países de destino das exportações da piscicultura brasileira no segundo trimestre de 2020, os Estados Unidos se mantiveram como o principal mercado importador com US$ 926 mil, porém com redução de 49% comparando com o primeiro trimestre. Neste período, o Chile ocupou o segundo lugar entre os principais importadores da piscicultura brasileira, com um aumento de 263% comparando com o primeiro trimestre, atingindo US$ 368 mil, seguido pela China com US$ 195 mil.

Os três maiores destinos das exportações da piscicultura brasileira no segundo trimestre de 2020 – Estados Unidos, Chile e China – apresentaram diferenças quanto aos tipos de produtos embarcados. Do total importado pelos Estados Unidos, 83,63% foram de filés de peixe. Quanto ao Chile, 100% de suas importações foram compostas por óleos e gorduras. A China apresentou uma pauta de importações muito concentrada nos subprodutos de peixe impróprios para alimentação humana, representando 99,96% do que o país comprou do Brasil no segundo trimestre.

BALANÇA COMERCIAL DA PISCICULTURA BRASILEIRA (JANEIRO A JUNHO 2020)

No segundo trimestre de 2020, o déficit da balança comercial da piscicultura foi de US$ 73 milhões, sendo 54% menor do que o registrado no primeiro trimestre de 2020 (US$ 160 milhões). A redução no déficit da balança comercial da piscicultura no segundo trimestre foi influenciada pela forte redução das importações, que passaram de US$ 164 milhões para US$ 75 milhões.

Com relação às principais espécies importadas pelo Brasil no segundo trimestre de 2020, o salmão continuou sendo o mais importante totalizando US$ 63 milhões, porém com forte queda de 53,49%. Os bagres (incluindo o pangasius) ocuparam o segundo lugar com US$ 7,78 milhões e os curimatás o terceiro lugar com US$ 360 mil, ambos apresentando queda com relação ao primeiro trimestre.

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