Coluna escrita por Sérgio Pires/Foto: Ilustrativa

Foi uma luta de quase bem mais que uma década, recheada de injustiças, de tramas, de inversão de valores, premiando bandidos e tirando o fruto do suor e do trabalho de quem lutou, por longo tempo, para manter seu patrimônio. Com cuidado.

Sem devastação, sem desmatamento, com plantio de árvores nobres. Tudo o que sofreu nas mãos de criminosos, acabou levando à morte o empresário e produtor rural Sebastião Conti. Ele morreu de desgosto, em março de 2016, depois da sexta invasão da sua Fazenda e das reintegrações de posse que eram cumpridas num dia, para que os invasores tomassem tudo de novo no outro.

Morreu quando viu todo o resultado do seu trabalho sendo destruído, sob os olhares complacentes das autoridades governamentais, que incentivavam, à época, invasões e crimes como esses. Morreu antes de ver suas terras, próximo a União Bandeirantes, uma linda fazenda de mais de 27 mil hectares, ser invadida e queimada mais uma vez, por membros da LCP e outros grupos criminosos, que faziam o que bem entendiam, nos tempos tenebrosos dos governos petistas, que não combatiam a bandidagem, mas sim a quem produzia riquezas para o País.

Sebastião Conti, que presidiu a Associação dos Produtores Rurais de Rondônia, a APPRO, foi apenas mais uma vítima desses anos tristes, que, felizmente, apenas ficarão para os livros de História, como uma mancha triste e doentia, na história do nosso país.

Só agora, quase 20 anos depois que começaram as invasões na Fazenda de Conti; depois da destruição dos galpões, da queima de máquinas e equipamentos; da queima de pontes que ligavam várias áreas da propriedade, enfim, a Justiça está sendo feita.

Numa decisão inédita e sem possibilidade de recursos, os bandidos que invadiram tantas vezes a área, destruindo tudo o que encontraram, incluindo a derrubada de árvores nobres, como mogno, que ali era plantadas, terão não só que deixar o local, como pagar uma indenização coletiva que pode superar os 20 milhões de reais. Pagarão? Muito dificilmente, porque como esses grupos criminosos, por criminosos, claro, não têm responsáveis, nem CNPJ, nem diretoria, nem ninguém responsável.

Quem vai ter que arcar com tudo isso será, provavelmente, o governo federal. Os invasores não foram presos (serão, algum dia?) e provavelmente não pagarão por seus crimes, inclusive os ambientais, já que destruíram grande parte da floresta. Criticas, matérias na mídia e até prisão só acontecem para empresário que é acusado de desmatar. Aos famosos “sem terra”, muitos dos quais de sem terra têm muito pouco, nada acontece.

Uma pena que Sebastião Conti não esteja vivo para ver que, enfim, ao menos um pouco, a verdadeira Justiça foi feita. Sua viúva e seus três filhos, contudo, poderão usufruir do que sempre lhes pertenceu, de fato e de direito.

PEQUENAS CIDADES, GRANDES PROBLEMAS

Segundo dados estimados do IBGE, pelo menos quatro cidades rondonienses não chegam a 5 mil habitantes. São elas Pimenteiras do Oeste, com  2.148 habitantes:  Primavera de Rondônia, com  2.776; Castanheiras, com  2.987; Rio Crespo, com  3.804 e Teixeirópolis, com 4.233. Uma quinta, São Felipe bateu na trave: tem 5.066 moradores.

Embora todos esses municípios tenham grandes áreas, a densidade demográfica é muito pequena e os custos muito altos. Todas elas têm Prefeituras, com toda a sua estrutura; Câmara de Vereadores; delegacias, judiciário, enfim, tudo aquilo que uma comunidade necessita. E com arrecadações pequenas. Dependem de recursos estaduais e federais para sobreviverem. Esse, aliás, é um retrato do Brasil.

Por politicagem, foram sendo criados municípios sem qualquer estrutura, apenas com visão eleitoreira. Se essas cinco cidades (incluindo-se aí São Felipe), fossem uma só – obviamente que é impossível, mas é apenas um exercício de bom senso para se pensar), teríamos, aí sim, uma cidade de porte médio, com 21 mil habitantes e muito mais possibilidades de desenvolvimento, sem depender de recursos externos. Mas isso é um resumo da bagunça em que se transformou nosso país, para atender interesses que estão muito longe de serem os que representariam melhorias para nossa Pátria.

MESMO NA PANDEMIA, A VIOLÊNCIA EXPLODE

A violência explodiu em Rondônia no final de semana. Na Capital, entre várias mortes, destacou-se, para muito pior, o caso do avô que teria matado a neta e depois se suicidado. Um caso ainda cheio de mistérios, que tirou a vida de uma criança de 13 anos. Tão trágico quanto essa dupla morte, foi o triplo assassinato ocorrido num sítio de Buritis, onde três pessoas da mesma família foram mortas. Todos foram atingidos por pauladas e há suspeita de que foram vítimas de roubo.

O caso também continua sob investigação. Ainda na segunda outro fato trágico: o filho de 17 anos matou o pai a facadas Foi mesmo um final de semana complicado, com muitos acidentes de trânsitos, mortos e feridos; brigas, Coranafest em Porto Velho e em outras cidades e muitas ocorrências para a polícia atender. A pandemia não diminuiu a criminalidade. Estamos vivendo mesmo tempos complexos e difíceis. Tomara que esse 2020 vá embora logo.

SALÁRIOS PARA MATAR SERVIDORES DA SEGURANÇA

Por falar no mundo policial, tivemos mais uma ação – essa grandiosa – em Rondônia, mas, ao mesmo tempo, em outros 19 Estados: Acre , Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A missão era cumprir mais de 600 mandados de prisão contra membros de facções criminosas e de envolvidos com o tráfico de drogas. O estanho é que, desses 600, pelo menos 210 já estão dentro das cadeias. Eles foram presos depois de cometerem crimes a mando das organizações criminosas e recebiam “salários” pela violência que fizeram. Todos eram remunerados mensalmente pelos grupos de bandidos.

O auxílio servia como recompensa por terem alcançado cargos de alto escalão na organização criminosa ou por terem realizado missões, incluindo o assassinato de várias pessoas e execução de servidores públicos, da área da segurança, que faziam parte da lista dos que deveriam morrer, para não atrapalhar os planos das quadrilhas. Tudo isso confirma outra vez o que já se tem certeza há muito tempo: é de dentro da cadeia que os crimes aqui fora são planejados.

ENTRE OUTROS NOMES, TRÊS SE DESTACAM EM ARIQUEMES

Alguns nomes, ao menos até agora, se destacam para a disputa municipal em Ariquemes. Pelo menos três deles podem ser considerados bastante fortes: Thiago Flores, o atual prefeito, que deve ir à reeleição; Tiziu Jidalias, empresário e ex deputado estadual e Lucas Follador, o atual vice prefeito, que quer agora disputar a cadeira de Thiago. Há, claro, vários outros pré candidatos, como o ex deputado Saulo Moreira, mas o quadro sucessório ainda não está claro.

Thiago tenta ainda que a atual presidente da Câmara, Carla Redano, aceite ser sua parceira de chapa, como vice. Ela continua reticente e ainda não respondeu. Tiziu já é um nome bastante conhecido da cidade, teve passagem muito positiva pela Assembleia e  Lucas Follador tem o apoio principal do pai, o deputado Adelino Follador, uma liderança na região.

Na última eleição, Lucas concorreu à deputado federal e fez mais de 26 mil votos. Já Thiago tem apoio de vários setores da sociedade, que querem vê-lo num segundo mandato. Até uma carreata de pelo menos 30 carros andou pela cidade, dias atrás, pedindo que ele confirme a busca da reeleição. Em poucas semanas, a campanha esquenta pelos lados de Ariquemes.

DECISÕES EM JI-PARANÁ NA RETA FINAL

Já em Ji-Paraná, tudo ainda está dependendo das últimas conversações políticas e das convenções, que começam a ser realizadas nas próximas duas semanas. Pré candidatos não faltam. O presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes, um dos nomes mais fortes, caso entre na disputa, ainda não definiu ou não se aceita a missão que muitos amigos, parceiros e eleitores gostariam que ele topasse. Outros nomes quentes: Isaú Fonseca, que vem com apoio do MDB; o deputado estadual Johny Paixão, do PRB;  o médico João Durval, do PP; Ar Saraiva, do PSB e muitos outros.

O prefeito Marcito Pinto ainda não definiu se estará ou não na corrida municipal, buscando mais um mandato. Tem muitos outros nomes, mas, até agora, o cenário está incerto na terra dos Gurgacz. Se Marcito topar a reeleição, terá o apoio do senador Acir e do seu grupo. A disputa entra na reta final como pelo menos uma dezena de pré candidatos que têm aparecido na mídia, mas obviamente ainda não se sabe quais chegarão na disputa, depois da depuração.

PSL CONFIRMA CONVENÇÃO PARA DIA 7

O deputado Eyder Brasil, pré candidato à Prefeitura de Porto Velho (um dos cerca de 20, até agora), anuncia a convenção do seu partido,  PSL, para o 7 de Setembro, uma segunda-feira, obviamente aproveitando a data para ligá-la ao programa do seu partido. Não se sabe se haverá um racha no PSL rondoniense, já que o deputado federal Coronel Chrisóstomo também estaria postulando a indicação do partido, para ser ele o indicado à disputa.

Por enquanto, ao que se ouve nos bastidores, Eyder Brasil, que continua como líder da bancada do Governo na Assembleia Legislativa, teria a maioria do diretório sob seu controle. Mas só se saberá mesmo quando a convenção oficializar o candidato à Prefeitura. O partido virá também com uma boa relação de candidatos à Câmara de Vereadores, que hoje não tem nenhum representante do grupo do antigo partido do presidente Bolsonaro e, para o qual, ele estaria negociando para voltar. Ao que tudo indica, o Aliança pelo Brasil, que seria a nova sigla a abrigar Bolsonaro e sua turma, não conseguiu decolar.

HILDON COMEMORA: CHEGAM OS NOVOS ÔNIBUS

Era óbvia a alegria do prefeito Hildon Chaves, quando chegaram os primeiros dois ônibus da nova frota, que deve atingir 140, quando completa, da empresa que vai atender o transporte coletivo de Porto Velho. Nessa terça, outros 20 coletivos, todos zero quilômetro, como a dupla que chegou ontem, saem de São Paulo.

Nos próximos 40 dias, caso não haja mais nenhuma dificuldade inesperada (como a que ocorreu com uma decisão judicial, que atrasou todo o processo, no mês passado), a partir da segunda quinzena do outubro que está chegando, depois de décadas de problemas no setor, ao que parece finalmente a população de Porto Velho passará a ter um transporte à altura do que merece.

Nessa terça, ao andar nos dois ônibus, Hildon Chaves era só alegria e comemoração, mostrando a qualidade dos coletivos, o ar condicionado e falando sobre as inovações que a frota terá. Se tudo der certo, ele tira das suas costas um peso imenso e, ao mesmo tempo entra para a História, como o prefeito que resolveu, em definitivo, o drama do transporte coletivo de sua cidade que se aproxima dos 600 mil habitantes.

NÚMEROS OSCILAM: CORONA AINDA MATA MUITA GENTE

Os boletins da Secretaria de Saúde do Estado mostram, claramente, as grandes oscilações nos números dos afetados e mortos pelo coronavírus. Os dados do domingo, por exemplo, podiam ser considerados menos agressivos, na medida em que caiu o número de casos e houve apenas quatro mortes em Rondônia, nenhuma delas na Capital. Mas veio a segunda-feira e a realidade voltou a mostrar o quanto ainda estamos longe de vencer a pandemia.

Incluindo números de outros dias, que ainda não haviam sido computados, o Boletim 166 da Sesau apontou nada menos do que 19 mortes. Elas já são, agora, desde o primeiro óbito, no início de maio, nada menos do que 1.148. Todas essas vidas, principalmente de idosos, mas também de adultos, jovens e até algumas crianças, foram ceifadas pelo vírus assassino.

Das 19 mortes da segunda-feira, quatro foram em Porto Velho e 15 no interior. Dos 55.153 infectados até a noite da segunda, 46.135 estão curados. Mas, restam ainda nada menos do que 7.617 casos ativos, além de outros 1.302 testes aguardando resultados do Lacen. Já foram, aliás, realizados mais de 166 mil testes no Estado. Estamos ainda muito longe de nos livrarmos dessa praga. Ela diminui em algumas regiões, mas cresce em outras. Que venham logo as vacinas!

PERGUNTINHA

Você acha mesmo que dessa vez teremos um sistema de transporte por ônibus de qualidade em Porto Velho, como promete a Prefeitura ou é daqueles que ainda preferem ver para crer?

sicoob

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