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Valdete, Patrícia da Glória e Eduardo Japonês / Foto: Divulgação

Após a sessão ordinária realizada na manhã desta terça-feira, 15, na Câmara de Vilhena, a vereadora Valdete Savaris (Cidadania) procurou a reportagem do Extra de Rondônia para questionar um fato considerado imoral por ela: o pagamento, em tempo recorde, da rescisão de servidores comissionados que deixaram as pastas para disputarem as eleições deste ano (leia mais AQUI).

A parlamentar citou o caso da ex-secretária municipal de Assistência Social (Semas), Patrícia Aparecida da Glória, que tinha salário de R$ 7,9 mil e deixou o cargo por força de lei eleitoral para disputar uma vaga no Legislativo.

Porém, ela continuou na prefeitura e foi nomeada pelo prefeito Eduardo Japonês como Assessora Executiva, com salário também de R$ 7,9, até o mês passado, quando anunciou ser pré-candidata pelo PV.

De acordo com o site do Portal da Transparência, em 14 de agosto, Patrícia deu entrada na papelada para receber a rescisão, com o pagamento, de R$ 18 mil, sendo depositado na conta dela em 27 de agosto. Ou seja: o trâmite total demorou 13 dias.

A vereadora argumentou ao site que há inúmeros ex-servidores que aguardam há anos por suas rescisões e que o prefeito, por ser ano eleitoral, optou por beneficiar “os amigos”.

Valdete, que é servidora efetiva, informou que está com os trâmites de sua rescisão por motivo de  aposentadoria parados desde abril de 2019 na prefeitura

“Questionei essa questão na prefeitura e me informaram que não é possível o pagamento de minha rescisão por falta de orçamento. Mas o prefeito tem dinheiro para privilegiar os apadrinhados políticos que devem disputar as eleições”, desabafou.

Trâmite total da rescisão de Patrícia da Glória demorou 13 dias para cair na conta / Foto: Portal da Transparência

MAIS CASOS

Conforme o Portal da Transparência, não é apenas Patrícia da Glória que recebeu a rescisão em poucos dias.

Entre outros, o ex-secretário municipal de Obras (Semosp), Marcelo “Boca”, que também ganhou uma Assessoria Executiva ao deixar a Semosp, recebeu R$ 15 mil de rescisão em agosto.

Também, em agosto, mesmo com recomendação contrária do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RO), Japonês determinou a “compra” de licença-prêmio de R$ 24 mil de uma servidora em Vilhena (leia mais AQUI).

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