Caso foi encerrado e o inquérito enviado para o Mistério Público/Foto: Arquivo Extra de Rondônia

“Foi morto porque para os bandidos o policial penal era um opressor”, diz delegado ao encerrar inquérito da morte de André Borges Mendes, de 36 anos. Leia (AQUI).

O crime aconteceu na noite de domingo, 9 de agosto de 2020, no pátio de um posto de combustível, no centro de Vilhena.

De acordo com o delegado Núbio Lopes de Oliveira, titular do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vilhena, disse que três acusados responderão pela morte do policial penal, sendo o executor um menor de idade que está internado na Casa da Cidadania, em Vilhena, os outros também estão presos e todos fazem parte de uma facção criminosa, inclusive o adolescente que ainda não foi batizado, ou seja, faz parte, mas não foi oficializado por ser menor de idade.

Segundo Núbio, na noite do crime, os acusados foram até ao paiol, local usando para guardar armas da facção, pegaram uma arma e saíram a ermo procurando um oponente, ou seja, membro de facção rival ou um opressor, que para eles são servidores do judiciário em geral.

Ocorre que, naquela noite ao chegar no pátio do posto, um dos acusados reconheceu André, passou a “fita” para o comparsa que entregou arma para o adolescente que chegou por trás e fez vários disparos, um deles transfixou o coração da vítima que tentou reagir sacando sua arma e disparou acertando uma pessoa no pé, uma no braço e um carro que estava próximo. André sofreu morte praticamente instantâneas já que teve o coração transfixado pelo projetil.

Após cometer o crime, o adolescente foi para uma casa na Avenida 1º de maio, onde se encontrou com os comparsas que chegaram em um táxi e fugiram, sendo que no táxi, um deles falou, “a essa hora o presídio está só os dentes, o macaco morreu, menos um opressor”.

Porém, o delegado ressalta que durante as investigações não foi encontrado nada que desabonasse a conduta do policial penal em suas funções.

Após juntar diversas provas aos autos e identificar todos os envolvidos e a participação de cada um no desenrolar do crime, o delegado Núbio Lopes representou pela prisão preventiva e apreensão do menor, no qual foi deferido pela justiça. Contudo, um quarto acusado, ou seja, o guardião do paiol irá responder pelo crime de posse de arma de fogo.

Com isso, o caso foi encerrado e o inquérito enviado para o Mistério Público.

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