Presidente da Câmara de Chupinguaia, Vanderci de Paula “Alicate” / Foto: Divulgação

Um caso inusitado envolvendo o presidente da Câmara, Vanderci de Paula Campos, o popular “Alicate”, e quatro vereadores do pacato município de Chupinguaia, na região sul de Rondônia, pode ir parar na polícia.

“Alicate” é acusado de perseguição após exonerar seis servidores comissionados lotados em gabinetes de parlamentares que não conseguiram a reeleição no último pleito eleitoral.

Um dos afetados com a decisão do chefe do Poder Executivo é o vereador Valmir Passito Xavier (MDB). Na tarde desta quinta-feira, 26, ele confirmou ao Extra de Rondônia a exoneração de sua única assessora, que cuida do gabinete.

“Me senti lesado com essa atitude do presidente, já que sou vereador até 31 de dezembro e até lá tenho que ter minha equipe no parlamento. Não vejo o motivo de exonerar minha assessoria sem avisar, sem solicitação. Pra mim, isso significa perseguição”, lamenta.

Passito disse que tentou falar com “Alicate” mas não obteve sucesso, porque está na área rural, mas avisou: “se até esta sexta-feira minha assessora não for reconduzida ao cargo, o denunciarei na polícia e o caso irá parar na Justiça também”.

De acordo com decisão de alguns Tribunais de Justiça, a exoneração de servidores de vereadores não pode ser feita de forma unilateral pelo presidente da Casa, e que, para ter eficácia, dependeria obrigatoriamente da aquiescência do vereador responsável pela indicação do servidor (leia mais AQUI).

O OUTRO LADO

Ouvido pelo Extra de Rondônia, “Alicate”, que estava na área rural de Chupinguaia, disse que, antes do pleito eleitoral, houve uma reunião entre os vereadores, Controlador Interno e Assessoria Jurídica, para informar sobre a decisão de exonerar servidores de parlamentares que não consigam a reeleição. E que o motivo é o pagamento de despesas devido ao fechamento do ano.

“Alicate” explicou que o “corte” também afetou o Gabinete da Presidência, com dois dos seus assessores.

A diretora da Câmara, Diana, reafirmou a site que as exonerações fazem parte de um “diálogo” entre os vereadores antes das eleições. “Não há perseguição política nenhuma, jamais. Essa não é a índole do presidente da Casa. Todos os vereadores estavam cientes. Inclusive, agora, estão sendo pagos todos os valores do salário até o dia 30, dentro da legalidade. É final de ano, fechamento, só estamos deixando os servidores que forem necessários para o funcionamento do órgão e os assessores dos vereadores reeleitos”, encerrou.

 

 


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