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Coluna escrita por Humberto Lago/Foto: Extra de Rondônia

Os balancetes mensais daquela empresa estavam bem ali, sobre a minha mesa. Eles cobriam os ativos, passivos, vendas e resultados do período de Janeiro a Outubro/20.

Era muita informação gerada pela contabilidade. A cada fechamento de mês, esses mesmos números já haviam sido encaminhados para a avaliação da administração.

Então tomei a decisão de fazer uma análise sumária da performance da empresa, no período em questão, e que pudesse ser expressa em apenas duas folhas. Era imperioso identificar os principais fatos ocorridos; era preciso tirar algumas lições preciosas daqueles demonstrativos; era preciso identificar se a firma continuava lucrativa e com solidez financeira.

A seguir esse relatório deveria ser encaminhado à apreciação da Diretoria, sob a forma de breves comentários, contendo minha interpretação pessoal sobre o desempenho empresarial. Ninguém me pediu isso; porém entendi que era minha obrigação usar minha capacidade apresentando aos meus superiores um trabalho com conteúdo.

Algumas constatações foram feitas: O mês que mais vendemos não foi o mês com o melhor lucro; o aumento do lucro não implica em ativos maiores; o mês com os maiores ativos não foi o mês com vendas recordes; o melhor giro dos ativos não depende apenas de vendas maiores, mas sim da relação ideal de receitas x estoques; o aumento dos ativos não implica, necessariamente, em maiores disponibilidades financeiras; as menores despesas não são decorrência de vendas reduzidas, mas sim de um trabalho gerencial conscientizado; a evolução do capital de giro nem sempre guarda proporção com vendas crescentes; as oscilações do mercado tem um impacto poderoso nas margens e na liquidez e é preciso saber reagir a isso.

Os ativos são recursos financeiros que os investidores colocaram nas mãos dos administradores, na expectativa da obtenção de um retorno econômico. Nem mesmo a pandemia impediu algumas empresas do país de obter vendas e resultados maiores do que os do ano anterior. Interessante que quando se faz uma análise dessas, em série, percebe-se claramente a capacidade dos gestores de conseguir resultados distintos, administrando uma série de fatores e condicionantes. É por isso que se diz que administrar uma empresa é uma arte.

Todos nós precisamos de análises melhores, mais técnicas e profundas; todos nós precisamos interpretar corretamente os balanços; todos nós precisamos calcular os índices econômicos e financeiros; todos nós devemos acompanhar o giro dos estoques e dos ativos em número de dias; acompanhar de perto as margens operacionais. O índice de inadimplência não é o melhor nem o mais importante indicador financeiro.

Gostaria de encorajá-lo a conceber, criar e divulgar um relatório inexistente na sua organização. Empresário amigo, você é capaz disso! Pense nisso enquanto lhe digo até a semana que vem.

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