Coluna escrita por Humberto Lago/Foto: Extra de Rondônia

Uma de nossas indústrias está em pleno processo de planejamento operacional para 2021. Ele é feito mês a mês, em unidades e valores.

O primeiro passo foi planejar os níveis de produção; a seguir planejar as vendas; depois os estoques; os custos; as despesas e por fim o resultado mensal.

Todo esse planejamento é feito a partir dos dados reais do ano corrente. Já foi decidida a implantação do segundo turno de produção, razão pela qual todos os custos respectivos devem ser cuidadosamente apurados, para serem contemplados.

É prazeroso calcular os preços médios de aquisição de matéria prima e dos produtos vendidos. Também acompanhamos se os volumes a serem produzidos e vendidos, guardam certa proporção, no comparativo do ano atual com o próximo exercício. Muita atenção é dada para que os ganhos de produtividade não sejam absorvidos pelo crescimento inconsistente das despesas.

Uma das tarefas mais árduas é projetar a evolução das despesas porque cada fornecedor tenta impor ao mercado seus custos internos, bem como suas ineficiências operacionais. Muito se fala sobre o desabastecimento do mercado, o qual gerou certa elevação de preços e parece nunca findar.

Gosto muito de participar deste tipo de planejamento, por diferentes razões, inclusive porque ele traz consigo importantes e oportunas lições gerenciais. Parece que as pessoas que participam deste exercício, compreendem melhor quão difícil e trabalhoso é, para as empresas, a obtenção de um real de lucro.

Os números nos confrontam e nos desafiam a todo o momento; nos levam ao limite de nossas capacidades. Que bom que é assim. Eles também evidenciam que seria uma insensatez desprezar os números do nosso passado recente.

Digo isto porque a experiência tem demonstrado que o futuro sempre traz consigo cenários imprevisíveis, bem como novos problemas, ora atribuídos ao desempenho do dólar, ou devido à inflação, ou motivado por aspectos políticos…

O planejamento operacional e financeiro, efetuado com técnica e realismo, tem um valor inestimável. Ele antecipa dificuldades operacionais, que requerem a ação da diretoria. O cálculo do fluxo de caixa e do capital de giro também são relevantes instrumentos a uma boa gestão.

Uma vez implantado esse planejamento, dificilmente ele é descontinuado. Ainda não surgiu outra ferramenta gerencial capaz de substituí-lo. Espero que o planejamento de seus negócios, para 2021, seja gratificante e enriquecedor. Pense nisso enquanto lhes digo até a semana que vem.


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