Fotos: Mário Quevedo

A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde em levar à rua equipe de técnicos para fazer exames aconteceu entre quarta-feira 17 e a quinta-feira 18.

Foram aplicados exames em 451 pessoas que apresentavam sintomas gripais, com 74 delas testando positivo.

Segundo o Coordenador da Divisão de Epidemiologia da secretaria, João Paulo da Silva Oliveira (Foto Secundária), o número é “muito alto”, mas a ação do Município serviu para a detecção precoce e início imediato do tratamento aos pacientes, cortando a cadeia de infecção e contendo a pressão no sistema hospitalar da cidade.

Os exames foram realizados em driver-thru promovido pela secretaria, e realizado nas dependências da Escola Santa Marcelina, no centro da cidade. Além de toda a estrutura laboratorial para realizar os exames, o aparato também dispunha de kits de medicamentos para tratamento da doença, entregues gratuitamente aos positivados.

Além disso, foi feita ampla coleta de informações acerca dos infectados, inclusive de seu convívio social nos últimos dias, para monitoramento de familiares e outras pessoas que fazem parte do círculo de convivência do paciente. “Isso é necessário, pois estudos revelam que para cada infectado há pelo menos de dois a três outros contaminados entre as pessoas de seu convívio”.

O que chamou a atenção do coordenador é a faixa etária dos pacientes, cuja maioria absoluta tem entre 20 e 35 anos. “São pessoas socialmente ativas, que transitaram na cidade levando no organismo o vírus, sendo vetores involuntários da doença”, destacou.

A quantidade de casos detectados vai jogar para o alto as estatísticas de Alto Paraíso com relação ao Covid. A média semanal de novos casos, que são descobertos nos pontos de atendimento de saúde da cidade tem girado em torno de 70 por semana. Com os 74 descobertos na ação externa desta semana, a tendência é que o índice acabe dobrando.

A ação da SEMSAU, que contou com total apoio e incentivo do prefeito João Pavan (DEM), também serviu para aliviar o sobrecarga no sistema hospitalar da cidade, que está trabalhando no limite. Atualmente há três pacientes internados em estado grave, com risco considerável de evolução para óbito, e se for necessário remoção para UTI a lista de espera é enorme. “Se algum deles necessitar de um tratamento mais invasivo, o tempo de espera por vaga é de no mínimo 72 horas”.

O coordenador afirma que, assim como acontece por todo o país, o sistema de saúde local também está em colapso. Ele destaca que o atendimento a outras doenças de tratamento continuado ou acidentados está fortemente impactado pela pandemia, e que os profissionais de saúde estão trabalhando no limite. O risco de faltar medicamentos também paira sobre o sistema, “caso os índices continuem subindo na proporção atual”.

E, retratando o que está acontecendo por todo o país, o ritmo de vacinação na cidade é lento, devido a remessa dos imunizantes estar sendo feita na base do conta-gotas. Alto Paraíso recebe em média 100 doses de vacina por semana, e até agora imunizou 98% dos profissionais de saúde e cerca de 20% de pessoas acima dos 75 anos.

João Paulo relatou que dos cerca de mil casos da doença confirmados no município houve pelo menos dez situações de reinfecção. Até agora os dados oficiais confirmam a morte de 18 pessoas na cidade acometidas pela doença.

Ele encerrou a entrevista frisando que a população tem grande responsabilidade na contenção da pandemia, e reforça a necessidade do uso de máscaras e outros aparatos de segurança, além do distanciamento social e do bom senso. “As pessoas devem sair de casa o mínimo possível, sempre protegidas com máscaras, e evitar aglomerações até mesmo em núcleos familiares”, aconselhou.

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