João Paulo Pichek, presidente da Câmara de Cacoal / Foto: Divulgação

O presidente da Câmara de Cacoal, João Paulo Pichek (Republicanos), usou a tribuna da Casa de leis, durante a sessão ordinária desta segunda-feira, 5, para comentar um caso inusitado: foi impedido de entrar num órgão público.

O caso contraria o que determina a legislação, no sentido de que, no exercício de seu mandato, o vereador tem livre acesso às repartições públicas e terá acesso imediato a todo e qualquer documento público.

Pichek afirmou se sentir indignado, mas minimizou a situação após obter as explicações de ter sido impedido de entrar no abrigo “Pingo de Gente”, na quinta-feira da semana passada.

Ele obteve documentos do órgão público sobre uma recomendação do Ministério Público (MP) que impedia a entrada de pessoas no local.

“Como todos me conhecem, não sou uma pessoa de partir pra cima, com ignorância. Estou indignado. Pedi à pessoa responsável para que me mande um documento que realmente respalde essa afirmação. O documento foi entregue e é uma recomendação para que o órgão não receba visitas. Mas, deixo claro que eu, como vereador, como fiscal do povo, me senti na obrigação de visitar esse órgão, que está aqui ao lado (do prédio da Câmara)”, comentou.

Ele disse que foi até o abrigo para obter mais informações a respeito de duas adolescentes que fugiram do local há alguns dias, mas que apenas uma, de 14 anos, foi localizada.

Em aparte, seu colega de parlamento, Paulinho do Cinema (PSB), foi enfático em reforçar as prerrogativas do vereador quanto a função fiscalizadora e lembrou fato semelhante que aconteceu com o vereador Paulo Henrique (PTB) que foi “convidado” a se retirar de uma reunião do Conselho Municipal de Saúde. “Sou educado, mas eu não volto não, eu entro. A mim ninguém me barra, não. Se estão me impedindo de entrar em algum local, é porque tem alguma coisa errada”, comentou.

 

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