Sessão ordinária na Câmara de Vilhena / Foto: Extra de Rondônia

Por 9 votos favoráveis e 3 contrários, a Câmara de Vilhena aprovou, na sessão ordinária desta terça-feira, 6, o projeto de lei nº 6.039/2021, que dispõe autorização de crédito adicional no valor de R$ 935 mil, no orçamento da Secretaria Municipal de Obras (Semosp), para custear os serviços iniciais do novo cemitério municipal, com recursos do convênio firmado com a Empresa JBS/AS.

A obra será construída próximo ao frigorífico, às margens da BR-364, quase 5 quilômetros do centro da cidade.

O prefeito Eduardo Japonês (PV) mandou mensagem aos parlamentares solicitando a autorização do projeto, que autorização a construção de calçadas, pavimentos e outros serviços. “O intuito é continuar atendendo a população vilhenense, uma vez que o atual cemitério está na iminência de não ter mais espaço para atender a população”, explicou.

Houve discussão e os parlamentares justificaram os motivos de serem favoráveis ou contrários.

Pedrinho Alves (Avante) se manifestou favorável e argumentou que, nesse momento, o que se está aprovando é o valor do convênio e não a construção do cemitério. Disse que já foi feito um estudo prévio e que não tem mais espaço no cemitério Cristo Rei para sepultar as pessoas. “Há dificuldade de encontrar um terreno. Mas isso não significa que tem que ser nesse local. Mas primeiro temos que garantir e não perder o recurso”, afirmou.

O presidente da Casa, Ronildo Macedo (PV), disse que, infelizmente, não há terreno em Vilhena para um cemitério. Lembrou que há 30 anos, quando se construiu o cemitério Cristo Rei, era tudo estrada de chão. Disse que há um estudo avançado para a construção do novo cemitério.

Dhonatan Pagani (PSC) disse que não concorda com o local, mas é favorável à aprovação do recurso.

Clerida Alves (Avante) se posicionou contrária ao projeto, e alertou que as licenças ambientais ainda não foram emitidas, correndo o risco de que as obras executadas sejam embargadas e o recurso público desperdiçado.

Nica Cabo João (PSC) também foi contrária ao projeto, argumentando que, desde 2020, o ex-vereador Carlos Suchi vinha solicitando toda a documentação pertinente à obra, mas que nunca obteve resposta da prefeitura. Ela disse que solicitou, novamente, e até agora não obteve resposta. “Se tivesse toda a documentação certa, eu votaria a favor”

Finalmente, Samir Ali (Podemos), vice-presidente da Casa, afirma que o local é totalmente inadequado. “Nós temos uma BR-364 extremamente movimentada da cidade de Vilhena até o trevo que vai a Colorado. Por exemplo, algo que acontece muito frequente é o cortejo, e não haverá mais possibilidade disso acontecer. No Dia dos Finados, por exemplo, vai ficar perigoso ir até o local, vai provocar acidentes”, analisa.

Ele observou que a gestão municipal teve mais de 3 anos para que pudesse encontrar um local mais apropriado “e agora, em cima da hora, não tem mais jeito, está na gaveta, e nos força a concordar com essa situação. Eu não concordo”.

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