Família da idosa indignada em frente ao HR de Vilhena

Na noite deste sábado, 10, a dona de casa Geniceia Fernandes Gomes, entrou em contato com a redação do Extra de Rondônia para reclamar da suposta falta de respeito e humanidade por parte de médicos e enfermeiros do Hospital Regional de Vilhena (HRV), no atendimento a sua mãe, Cecilia Fernandes Gomes, de 77 anos.

De acordo com Geniceia, na noite da última terça-feira, 6, sua mãe estava com dores nas pernas, dor de cabeça, diarreia e sentia fraqueza.

Com isso, a filha levou a mãe no Posto de Saúde. Lá foi atendida por um médico, onde foi medicada e o profissional pediu alguns exames, no qual foram feitos na quarta-feira, 7, na parte da manhã, e, a tarde, Geniceia levou a mãe e os exames para o médico analisar.

Porém, foi orientada a levar sua mãe e os exames na Central de Atendimento à Covid-19, pois a idosa poderia ter contraído a doença.

Na central de atendimento, a idosa foi atendida por uma médica que mediu a saturação, onde o resultado não era satisfatório, já que estava entre 90 e 91, e foi pedido que a idosa fizesse o teste para covid-19, no qual teria dado negativo. Mas, devido a que os exames terem dado resultados não satisfatórios, a médica orientou que a idosa fosse internada na sala azul.

Geniceia relata que na quinta-feira, 8, foi pedido que a idosa fizesse um Raio X do tórax, porém, antes que o exame fosse realizado, por volta das 02h de sexta-feira, 9, um enfermeiro passou na sala azul e disse ao acompanhante da idosa que o médico teria dado alta e ela podia ir para casa. Contudo, por a idosa ter feito uso de remédio para dormir e estava sonolenta, ele preferiu esperar o dia amanhecer para levá-la para casa.

Geniceia ressalta, ainda, que por volta das 05h, outro médico suspendeu a alta e pediu uma tomografia da idosa e documentos para que ela fosse internada na sala amarela. Contudo, ainda segundo a filha, saíram para providenciar os documentos e quando voltaram por volta das 10h30, sua mãe não estava mais na sala azul, e por volta das 11h00, ficou sabendo, através de terceiros, que ela tinha sido levada para a sala amarela.

Geniceia conta que daí em diante passou uma verdadeira “via crucis” para conseguir informações sobre sua mãe, o que ocorreu por volta das 18h00, quando ficou sabendo que um segundo exame havia dado positivo para covid-19 e que sua mãe estava em estado grave com 75% dos pulmões comprometido, sendo intubada sem que a família fosse comunicada.

Nilson Guedes, genro da idosa, contou que neste sábado, 10, a família estava desesperada sem qualquer notícia da matriarca e fizeram plantão na frente da Central de Atendimento. Segundo ele, foram maltratados, tanto por médicos, quanto por enfermeiros do local.

Ele, inclusive, afirma que um médico disse: “pode ficar tranquilo, porque ela está aqui, e, quando morrer, alguém vai ligar para avisar, para que venham buscar o corpo, porque aí já não é mais responsabilidade nossa”.

Geniceia disse que a família está revoltada com o que aconteceu com sua mãe. “Ela estava apenas com dores nas pernas, diarreia e dor de cabeça. Foi isolada e intubada sem que a família fosse avisada. Isso não se faz, pois ela estava lúcida, conversando normal. Queria ir para casa, não sentia falta de ar e fizeram essa maldade com ela”, denunciou.

O Extra de Rondônia entrou em contato com o diretor do HR, Clair Cunha, que afirmou que estava a par do caso e que irá se manifestar, através da assessoria, só após a publicação da matéria.

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