Deputado estadual Neidson de Barros Soares / Foto: Divulgação

Ciente da ação da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE/RO), em apresentar propostas para contratação de profissionais formados no exterior, publicada no site da ALE no dia 01 de abril, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) encaminhou na última semana, uma carta de repúdio ao então deputado estadual, o médico Neidson de Barros Soares, considerado representante da classe no Estado.

Como médico, formado no exterior e revalidado, o Cremero entende que o deputado em questão é sabedor da importância desta prova para garantir a segurança ao atendimento médico no Brasil, pois a mesma demonstra competência técnica do médico para o exercício profissional.

“Realizamos em fevereiro uma reunião com a presença do então presidente da ALE para pontuar a importância desta prova e os motivos da impossibilidade de inscrição do registro sem a devida revalidação dos diplomas expedidos por entidades de ensino no exterior. Mesmo assim, a discussão continua com propostas de toda classe política que parece não entender a gravidade deste assunto”, acrescentou o presidente do Cremero, Robinson Machado.

O presidente ainda reforça que o Cremero não é contra a formação dos profissionais no exterior, o que o Conselho necessita é assegurar e verificar se esta formação tem compatibilidade com a assistência no Brasil, e isso não se trata de uma vontade particular de um conselho de classe, e sim de respeito à Lei nº 13.959 de 18 de dezembro de 2019 que instituiu o Revalida.

“Nessa verificação é fundamental também que seja conferido a veracidade do diploma junto a universidade estrangeira de origem, pois são constantes inclusive a apresentação de diplomas falsos”, lamentou o presidente.

A PROBLEMÁTICA DA RETENÇÃO DE MÉDICOS EM RONDÔNIA

Na carta, o Cremero informa que desde o início da pandemia até março deste ano, 243 médicos, incluindo 19 revalidados, foram registrados para o mercado de trabalho. Deste total, 64 deixaram o Estado por motivos de melhores condições de trabalho e remuneração e possibilidade de especialização em grandes centros do país.

“É claro, e nenhum destes profissionais escondem, que estes são os reais motivos de Rondônia não conseguir consolidar médicos por aqui. Não tem a ver com a quantidade de profissionais, por que as faculdades formam anualmente centenas de médicos, nós registramos e os gestores Estaduais e municipais não fazem propostas dignas para que sejam fidelizados, nem mesmo o oferecimento de mais vagas para novos cursos de Residência Médica em Rondônia”, Machado (leia mais AQUI).

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