Estados Unidos e países da União Europeia impõe barreira sanitária e não aceitam Coronavac SERGEY DOLZHENKO/EFE/EPA – 20.04.2021

Apesar de saírem na dianteira da pequena flexibilização para a entrada de brasileiros no país, com a permissão a estudantes e jornalistas que já possuem visto específico, os Estados Unidos mantêm a barreira sanitária de prevenção ao coronavírus, inclusive quanto ao tipo de vacina aceita.

O país exige que o viajante comprove ter tomado as duas doses da Pfizer ou da Moderna, ou a dose única da Jansen – todas de fabricação americana.

Viajantes cuja nacionalidade não está na lista com veto de entrada no país, e que não comprovem a vacinação com os imunizantes autorizados, deverão ter dificuldades ou serem levados a cumprir quarentena de 10 a 15 dias.

Os países da União Europeia também não aceitam os vacinados com Coronavac. Entre as vacinas adotadas no Brasil, a Oxford/Astrazeneca está entre as aceitas pelo bloco, mas as restrições à entrada de brasileiros ainda estão em vigor na maioria destas nações. A tendência é que a barreira persista até que seja superado o momento mais crítico de contágio do coronavírus e de proliferação de novas cepas.

O tema envolve dura queda de braço entre setores geradores de renda, como turismo e transportes, e autoridades sanitárias dos governos e de organismos internacionais de regulação. Os chineses – e até os brasileiros – têm peso importante na operação econômica destes setores e estão barrados pela regra que veta os vacinados com a Coronavac. A discussão é intensa em torno da eventual criação de um “passaporte da Covid”, que leve em conta a origem do fabricante das vacinas. O tema está longe de um consenso e ainda mais, de uma data para implementação.

Com a pontual flexibilização de regras de isolamento e distanciamento em algumas nações, a pressão pela retomada do fluxo de viagens internacionais deverá recair sobre as agências reguladoras de medicamentos das grandes nações, forçando a aceitação de imunizantes aplicados em larga escala. Mas o movimento vai depender das condições impostas pela própria pandemia, como o eventual surgimento de novas cepas, mais ou menos virulentas, como a que acaba de ser identificada na Índia.

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