Cassol, Rogério, Hildon, Rocha, Daniel, Moraes, Vinicius, Ramon e Confúcio / Foto: Extra de Rondônia

Chegando próximo a virada do semestre do ano, quando o calendário eleitoral indica cerca de doze meses para o início da campanha de 2.022, a sucessão estadual é assunto que passa a ser destaque na agenda política do Estado de Rondônia.

Tudo indica que a disputa ao Executivo rondoniense será acirrada, com muitos candidatos concorrendo e poucas chances de polarização.

A campanha eleitoral terá ingredientes que vão influir diretamente na confrontação das propostas, e certamente variáveis como a pandemia da Covid-19 e suas consequências, bem como a forma com que o problema está sendo enfrentado agora por alguns dos postulantes, vai pesar contra ou a favor destes concorrentes.

Neste aspecto, quem está fora do centro do furacão pode ou não acabar levando vantagem, e tudo vai depender do que o panorama ira apresentar mais próximo do início da corrida eleitoral.

Por outro lado, há também entre os cotados políticos que estão fora de disputa eleitoral há algum tempo, apesar de se manterem em evidência na cena estadual, assim como outros que ainda não conseguiram sucesso em eleições passadas.

O Extra de Rondônia enumera uma lista dos cotados para concorrer, por enquanto, a governador de Rondônia em 2022. Eles são:

IVO CASSOL (PP) – Ex-governador, ex-senador e também contando no currículo com a Chefia do Executivo de um importante pólo municipal do interior, a cidade de Rolim de Moura, o cacique da Zona da Mata tem uma legião de apoiadores espalhados pelo Estado afora, mas também conta com bastante rejeição. Pesa contra ele condenações na Justiça, que podem deixá-lo inviável juridicamente para concorrer.

MARCOS ROGÉRIO (DEM) – O senador tem uma passagem importante na Câmara dos Deputados na legislatura passada, mas ainda não emplacou de vez na Câmara Alta. Conta com boas ações no sentido de encaminhamento de emendas e agora está numa posição politicamente arriscada, compondo a “CPI da Covid” como integrante da “tropa de choque” do presidente Jair Bolsonaro. Seu futuro político-eleitoral em curto prazo está atrelado ao que acontecer na CPI.

HILDON CHAVES (PSDB) – Prefeito reeleito em Porto Velho tem boa aceitação na capital, mas também está passando por dificuldades em virtude da forma como conduz as políticas públicas relacionadas ao combate a pandemia. Conta com boas iniciativas na gestão da administração da capital.

GOVERNADOR MARCOS ROCHA (SEM PARTIDO) – Eleito em 2.018 na “onda Bolsonaro”, o atual Chefe do Executivo conta com algumas realizações de governo, mas sofre certo desgaste devido problemas com relação ao enfrentamento da pandemia. Pode também passar pelo processo de mudança na composição da chapa, em virtude do projeto político pessoal do vice Zé Jodan, que deve concorrer nas eleições proporcionais.

DANIEL PEREIRA (SOLIDARIEDADE) – Ex-governador, com dois mandatos na Assembleia Legislativa e atual superintendente do SEBRAE, é conhecido pela sua capacidade de articulação política e pelo bom desempenho nos cargos que já ocupou. Corre por fora, mas com boas chances de surpreender, principalmente em situações de revés dos adversários que estão em maior evidência em virtude da atual ocupação no espaço político.

LÉO MORAES (PODEMOS) – O deputado federal de Porto Velho vem sendo destaque na bancada federal e assumiu uma postura oposicionista com relação ao atual governo estadual, assim como um posicionamento crítico diante da administração da capital. Cresce em cima do desgaste dos dirigentes destas duas instituições, mas ainda tem modesta aceitação junto ao eleitorado do interior.

 VINÍCIUS MIGUEL (CIDADANIA) – É professor e surpreendeu nas eleições do ano passado, ocasião em que disputou a prefeitura da capital. Atualmente compõe o primeiro escalão da administração de Porto Velho, sendo superintende municipal de Integração e Desenvolvimento Distrital. Na ausência de Hildon Chaves na disputa, pode ser um nome competitivo.

RAMON CUJUÍ (PT) – Servidor público de carreira, já disputou duas eleições, concorrendo a deputado federal e prefeito de Porto Velho. Atualmente é presidente do diretório regional do Partido dos Trabalhadores. Um nome sem mácula, mas numa legenda que está muito desgastada em Rondônia. Pode se beneficiar da popularidade de Luís Inácio Lula da Silva, em caso de candidatura deste à presidência da Republica.

CONFÚCIO MOURA (MDB) – Veterano na política de Rondônia, o ex-governador por dois mandatos está no Senado Federal, onde tem uma atuação muito discreta. Apesar de ter conquistado o cargo de senador,  deverá pensar duas vezes antes de tentar concorrer mais uma vez a cargo eletivo, dispondo de metade do mandato que ocupa ainda por executar.

 

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