Coluna escrita por Humberto Lago

O mercado consumidor de madeira tratada, no nosso país, é composto por reflorestamentos de eucaliptos e pinus, o qual vem crescendo substancialmente nos últimos anos, principalmente impulsionado pela produção de celulose e pela instalação de novas usinas de etanol (a partir de grãos). Esse é um fenômeno que se espalha por todo o país.

Como os preços estavam achatados, diversos produtores perderam o interesse por esse negócio e decidiram parar seus projetos de reflorestamento. Ocorre que, a despeito da demanda proveniente dos grandes consumidores, existe também um número apreciável de empresas, na nossa região, que estão enfrentando dificuldade na aquisição de madeira.

Vale lembrar que a combustão da madeira é necessária para alimentar caldeiras e equipamentos afins, em várias firmas comerciais e industriais.

Conclusão: está faltando madeira! Para certas empresas esse é um problema delicado e sério; difícil de resolver nas atuais circunstâncias; complexo e moroso por natureza, uma vez que o ciclo da produção do eucalipto é de seis anos.

Há alguns meses atrás esse problema já havia sido levantado, por uma das mais conceituadas e tradicionais revistas brasileiras. Foi um belo trabalho, técnico e meticuloso, oportuno e esclarecedor. Todos tomaram conhecimento das dificuldades e desafios do setor. Um de seus grandes impactos foi a valorização da terra.

A conhecida lei da oferta e procura voltou rapidamente à lembrança. A história tem nos ensinado lições recentes de como se comportam as organizações, nesse período de desequilíbrio das forças de mercado.

Diante desses fatos, diversos empresários, agências governamentais, associações de classe e bancos, devem se reunir em busca de alternativas, bem como da preparação de novos projetos de replantio.

Fica evidenciado que mesmo em meio à crise, há um mercado em busca de investidores ousados e corajosos. A demanda vai impulsionar novas iniciativas; o espírito empreendedor de alguns;  soluções transitórias; adaptações operacionais; implementação de novas fontes de energia etc.

Nesta hora, cada um de nós tem uma contribuição a oferecer. Espero que o bom senso prevaleça tanto na mente dos empresários quanto do governo. O que menos se quer é desemprego.

É possível que diversas parcerias venham a surgir. Somos uma comunidade; juntos somos mais fortes. Esta é a hora de sermos profissionais e empreendedores, em busca da grandeza de nosso país. Pense nisso enquanto lhes digo até a semana que vem.

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